25 de junho de 2010
Silvia Zampar

Frase da semana: O processo criativo…

25 de junho de 2010
Silvia Zampar

Anúncios para Third Eye Pictures

Anúncios criados pela Artude, da Índia para um estúdio (não se esqueçam que lá é a terra da Bolywood, a maior concorrente da indústria cinematográfica de Holywood), que diz que todo mundo de sua família pode ser um artista.

Via Ads of the World

25 de junho de 2010
Mario Mancuso

Só relógio trabalha de graça!

Bom dia, ilustres!

Hoje vou falar sobre um assunto que vira e mexe aparece em rodas de conversa, salas de aula e listas de internet: trabalhar de graça. Este assunto diz respeito a maioria das profissões, inclusive ilustração (servindo também para designers, web designers, publicitários, etc).

Bom, para começar temos primeiro que entender o que motiva esta atitude…

Há um paradigma no mercado que prega que para se alcançar o topo deve-se começar de baixo. Nada contra até aí, porém começar de baixo não é rastejar ou ser vítima de trabalho escravo ou golpes. A crença (distorcida) que alguém que está começando deve concordar em trabalhar de graça é totalmente mentirosa e injustificada.

Vejamos alguns justificativas que o mercado prega, comentando uma a uma:

  1. A empresa não irá se arriscar contratando um profissional inexperiente (iniciante), por isso não paga pelo job. Ora, isso não é verdade. O risco acontece no uso ou publicação da ilustração ou arte não no contrato. Se trocarmos por pedreiro, mecânico ou médico, você contrataria um desses profissionais se não tivesse certeza que o trabalho seria (bem) feito? As agências e editoras também não… Ou seja, não há razão para não se pagar um ilustrador ou profissional iniciante; o portfólio fala por si e se o cliente topou usar seu trabalho é porque ele já confiou em você, logo deve pagar por seu trabalho.
  2. O cliente diz: “Gostamos do seu trabalho e vamos te dar uma oportunidade.”: Outra grande mentira, digna de um Pinóquio. Novamente, você chegaria para um médico e diria isso? Bela oportunidade: te curar, hein? UAU!! – rs… Ironias a parte, novamente, uma vez que o cliente aceitou usar seu trabalho, ele tem que pagar. Não há oportunidade, nem favor, nem bom coração, nem caridade. Alguém realmente acredita que uma agência de propaganda ou uma editora iria arriscar-se a usar uma ilustração ou arte ruim em um produto deles? Você poria freios de má qualidade em seu carro para dar uma oportunidade? Bem, acho que a questão está clara.
  3. Outra que ouvimos: “Dessa vez não temos verba (ou a verba é pequena), mas em um próximo compensamos…” Outra grande mentira! Todas as vezes que concordei com isso nunca houve uma próxima… Cobre o valor que seu trabalho merece. Se o cliente não tiver dinheiro, que invente outra coisa para fazer. Simples assim.
  4. “Não podemos te pagar, mas se você fizer terá grande visibilidade…” Como assim? Dar seu trabalho em troca de divulgação? Em qual meios, de que forma, com quais garantias? Acho que você é que deve decidir como fazer o seu marketing e investir seu trabalho. 99% da vezes que isso é proposto, você faz seu trabalho e ele cai no ostracismo, ninguém vê ou fica sabendo que ele existiu…
  5. Olha é um projeto nosso (pessoal, ou de risco)…” Esse é o tipo de justificativa que mais me irrita. O cliente tem um projeto ou vai participar de uma concorrência, arriscado a não ganhar nada ou já com a certeza que não ganhará mesmo (comum em área de HQ ou vídeo), daí, pensa que todos que fornecerão trabalhos a ele também devem embarcar nessa, ou seja, não receber!!! – Geralmente a justificativa do item 4 também está presente. Ora, o que uma coisa tem a ver com a outra? O papel gasto saíra de graça? A companhia de energia não cobrará o energia elétrica gasta? E a cia. telefônica? Então, por que você tem de trabalhar de graça??? O projeto é do seu cliente, o risco é dele e os custos também; ele que arque! Você não tem nada a ver com o problema dele. A opção dele em arriscar não implica que você deva fazer o mesmo. Costumo sempre dizer: “Se não tem dinheiro, não invente moda”.
  6. Sobre a afirmação acima, muitas vezes se acrescenta “Olha, todos concordaram em trabalhar de graça, só você que não…” Isto é uma forma perniciosa de faze-lo sentir-se mal por estar defendendo o que é seu. Completa inversão de valores! Se todos se jogarem da ponte, você vai também?

Bem, estes são alguns meios comuns de fazer com que os ilustradores (geralmente, iniciantes) e também outros profissionais da área de criação trabalhem sem receber, ou seja, de graça. Como podem ver, nada justifica este ato, mas o melhor caminho pra escapar disso é dizer NÃO ao mau cliente. Não se preocupe, você não estará fechando portas, estará se poupando de desgostos e decepções. A exigência não será condizente com sua caridade, ou seja, você será cobrado como se estivesse fazendo por uma fortuna, só que no final ficará chupando o dedo sem receber nada ou recebendo muito pouco… Pensando bem, estará pagando para trabalhar…

Perder (ou desprezar) cliente pilantra não é perder dinheiro, é ganhar tempo!

Não é demérito nenhum um portfólio virgem (sem trabalhos publicados, ou só com os famosos trabalhos “fantasma”). O seu talento e postura falarão por si. Tenha paciência e busque os melhores trabalhos com melhores clientes e as melhores negociações.

Pode parecer inacreditável, mas as grandes agências ou editoras não se importam de pagar o justo, desde que tenham um excelente trabalho. Quem emprega os artifícios acima, quase sempre, são clientes pequenos que só vão te dar dor de cabeça.

Abraços e até semana que vem!

24 de junho de 2010
Silvia Zampar

Mala direta bem diferente para Lavonline

Para divulgar a lavanderia Lavonline para jovens executivos e empresários, a DDB da Itália criou uma mala direta bem original: uma espécie de caixinha que por dentro trazia impresso a imagem de uma camisetinha branca com um alvo estampado, sendo que dentro havia um tomatinho, num claro convite para que a pessoa arremessasse o tomate no alvo, sendo que esse se esparramava, fazendo uma aparente sujeira na camiseta:

O bacana da ação é que o tomate foi feito com um material que se recompunha, fixando a mensagem do serviço oferecido pela Lavonline, de deixar tudo limpinho, como se nada tivesse acontecido:

Gostaria muito de saber que material é esse que foi utilizado no tal tomatinho (eu quero um! – rs), sendo que achei excelente a maneira lúdica (através de uma brincadeira) que passaram a mensagem, o que, certamente, faz com que a repercussão da mala direta seja maior.

Veja abaixo um vídeo de como ocorre o esmagamento e posterior recomposição do tomate:

Vi no Comunicadores

24 de junho de 2010
Silvia Zampar

Revista Promo Insights – Edição Junho

Já saiu a Revista Promo Insights edição de Junho, disponível para baixar a versão em pdf e também na versão on-line.

Caso você ainda não conheça, na Promo você poderá conferir as novidades do marketing promocional, materiais para PDV (ponto de venda), brindes e eventos.

Na edição desse mês você poderá conferir:

  • Sustentabilidade Empresarial: é um custo extra?
  • Saiba mais sobre neuromarketing;
  • Eficiência do Digital Signage no PDV;
  • Miniaturas ganham força no mercado; e muito mais.

Você pode, ainda, conferir todas as edições anteriores da revista: aqui você poderá conferir on-line e aqui poderá baixar a versão pdf.

Quem está fazendo cursos na área de Design ou PMKT, a leitura e fichamento da revista é válida para as AC’s (consulte sempre seu orientador antes).

24 de junho de 2010
Ricardo Del Bianco

Viagem a lua com Georges Méliès (+ História do Cinema)

Quando surgiu o cinema o publico experimentou uma nova forma de emoção: o mais espetacular meio de comunicação que a humanidade já viu. Logo classificada como a 7º arte e não era para menos, pois contava historias com sensibilidade, envolvimento, impacto e nelas pessoas desaparecem, existem monstros, viagens inimagináveis…

E foi pelas mãos do francês Georges Méliès, um ilusionista que percebeu a potencialidade da câmara de filmar, que a “mágica” passou a acontecer no cinema. Méliès criou a trucagem, sendo em princípio foi por acaso. Certa vez, a câmera que ele usava parou de funcionar, quando voltou a funcionar, Méliès prosseguiu seu trabalho normalmente. Ao ver o filme pronto, percebeu que algumas coisas haviam mudado: os objetos e as pessoas não ocupavam mais as mesmas posições.

Bastou isso para ter o grande clique: se, em vez de parar o filme por acaso, o parasse sistematicamente e substituísse certos elementos, faria surgir e desaparecer coisas, como um ilusionista (Mélíès era um ilusionista, antes de ser cineasta). Isso foi o suficiente para desenvolver o processo e fazer de seus filmes espetáculos de pura magia.

Desde 1896 Méliès encantou o público com vários filmes em que um diabo bem humorado aparecia e tirava as coisas do lugar. Ele nos levou à Lua (nossa primeira viagem à Lua), deu imagem às Viagens de Gulliver, às Aventuras de Robinson Crusoé, Vinte Mil Léguas Submarinas.

Viagem à Lua conta a história de um grupo de homens, liderados pelo prof. Barbenfouillis (interpretado pelo próprio Méliès), que viajam até a Lua, onde têm o prazer de assistir ao nascer da Terra no horizonte, são capturados por Selenitas e conseguem escapar. A viagem consistiu em serem disparados dentro de uma cápsula, por um grande canhão, sendo que daí deriva a imagem ao lado, muito famosa (surge inclusivamente no videoclipe da música “Heaven for Everyone”, do Queen, juntamente com outras cenas do filme), da Lua com essa cápsula ‘enfiada’ no olho direito.

George Méliès pretendia lançar este filme nos EUA e tirar daí algum proveito financeiro. Infelizmente técnicos cinematográficos americanos já tinham feito cópias do filme (secretamente – pirataria!), que foram exibidas por todo o país no espaço de poucas semanas. Méliès nunca lucrou um centavo com a exibição do filme nos EUA.

Nota: Meliés é efetivamente um cineasta importantíssimo, mas não era especialista em ficção científica. Era sim, especialista em fantasia (no geral), um ex-ilusionista Magico que iniciou o uso das ‘trucagens’ (efeitos especiais) no cinema.

Numa homenagem merecida, Tom Hanks, produtor da série ” Da Terra a Lua”, produzida para a TV, abriu com imagens do filme de Mélíès, alias a serie é ótima, recomendo!

24 de junho de 2010
Silvia Zampar

Ação em Abrigo de Ônibus para divulgar Calgary Zoo

Não “saquei” direito as atrações oferecidas pelo Calgary Zoo, mas a na campanha eles divulgam que têm dinossauros vivos.

De toda a forma, foi muito criativa a maneira que a agência canadense Trigger fez para divulgar o Zoo, onde, na peça abaixo, montou um Abrigo de Ônibus (ou eu deveria dizer “desmontou”?) todo destruído, sendo que só quem chegava mais perto via o cartaz da propaganda jogado no chão e, pelas pegadas nos caquinhos de vidro, podia identificar como foi feito o estrago.

Via Ads of the World

23 de junho de 2010
Roberto Marchesoni

Saiba como calcular o aproveitamento de papel

Bem, começo meu primeiro post falando sobre corte e aproveitamento de papel, um assunto que a Sílvia até já tratou aqui numa outra postagem, o que pretendo é mostrar os caminhos do aprendizado e não dar tudo pronto, assim treinarão os conhecimentos.

Primeiramente, porque saber utilizar no seu layout um formato que faça um aproveitamento bom ou, no mínimo, razoável do papel? Porque o cálculo é simples: o que for jogado fora (por não dar aproveitamento, ou seja, não dar para imprimir mais uma via do seu trabalho) quem está pagando é você (ou o cliente), ou seja, o custo final do trabalho impresso será maior. Isso não quer dizer que você não pode fazer um formato bem diferente, que vá custar mais caro por causa da perda, já que, às vezes, a inovação compensa o custo. Mas você tem que estar ciente disso.

Vamos começar falando dos principais formatos e papéis fornecidos pelas fábricas:

  • Papel Offset, Couchê e Color Plus: 66x 88cm / 66 x 96 / 76 x 112 / 89 x 117
  • Papel Duplex e Triplex (cartões): 66 x 96 / 77 x 113

Esses são formatos que as gráficas recebem os papéis para depois cortarem nos formatos de melhor aproveitamento.

Aliás, aproveito para tratar de uma grande dúvida de quem está começando: Como consigo amostras de papéis? Algumas fábricas fornecem amostras, entretanto, por se tratar de muitos tipos de papéis e gramaturas diferentes (as espessuras – um dia explico como isso é calculado) é difícil conseguir um mostruário completo, mas vocês podem conseguir algo para começar, entrando nos sites das fabricas de papel e pedindo, explicando que estão começando. Ou vão em alguma gráfica que já tenham algum contato e solicitem.

Voltemos a falar de como se faz um cálculo de aproveitamento de papel. Abaixo vou ilustrar uma forma de se calcular o formato do trabalho, dando aproveitamento de papel para montagem de layout, mas vale salientar que além da variedade no formato do papel, tem também o formatos das máquinas para impressão, que variam de gráfica para gráfica.

Hoje é padrão mundial das novas máquinas são para trabalhar os formatos: 36 x 52cm / 52 x 72 / 72 x 102cm, mas é preciso sempre deixar uma margem de sangria de em torno de 5mm em cada lado do papel (isso dependerá de cada trabalho, já que quanto maior, maior deve ser a sangria e vice versa).

No nosso exemplo, que começamos a ilustrar abaixo, trabalhamos com o papel 66 x 96, mas numa máquina que só imprime meia folha, portanto temos que considerar que o papel já sofrerá um primeiro corte antes de entrar na máquina. À direita temos um formato hipotético de um trabalho, para vermos como seria o encaixe/aproveitamento dessa folha:







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Nas próximas ilustrações, de nosso exemplo, fica clara a grande perda de papel que teríamos. Isso, é claro, depende da escolha da medida para o seu trabalho, sendo que não podemos esquecer que as máquinas precisarão de 1 a 2 cm de pinça, que será uma parte perdida na parte mais larga do papel.








Abaixo tem exemplo de formatos para o layout, estes calculandos a partir da área útil do papel:








Não se esquecendo que essa medida é do impresso total, com as áreas de sangria, ou seja, seu trabalho seria (área real do trabalho, já excluindo-se as bordas de sangria):

Vocês poderão encontrar em varios sites, como  por exemplo no Site da KSR, que é uma revenda de papeis da (Votorantim), tabelas já com várias possibilidades de formatos que permitem um bom aproveitamento do papel, como essa abaixo, mas o melhor mesmo é saber você mesmo calcular.

Obs.: “F” significa pedaços por folha inteira.

Me despeço aqui, muito feliz por poder passar meus conhecimentos e espero que façam comentários, deixem suas dúvidas, pois assim poderei responder nos próximos posts.

23 de junho de 2010
Silvia Zampar

Anúncio “bolsa térmica” para a Omint Serv. Saúde

Para comemorar os 30 anos da Omint Serviços de Saúde, a Lew’Lara\TBWA criou um anúncio bem diferente: ele foi impresso em uma bolsa térmica (que pode ser utilizada de fato) e que traz o título: “Use esse anúncio quando exagerar no exercício“, sendo que a peça está sendo veiculada na edição desse mês da revista Runner’s, que é direcionada a quem pratica corrida.

Vi no Clube Online SP

23 de junho de 2010
Gian Garcia

Exposição Max Ernst: Uma Semana de Bondade

O MASP hospeda até dia 18 de julho a mostra “Max Ernst: Uma Semana de Bondade”, que chega à América depois de estar nos mais diversos museus da Europa.

A última vez que a exposição esteve aberta ao público foi no ano de 1936, em Madri, na Espanha, época em que a censura era muito grande. Isso acabou resultando num curto período de mostra, além de obras que não foram exibidas sob alegação de blasfêmia. Desde 2008 a mostra leva suas 184 colagens por cidades como Viena e Paris.

Agora você poderá conferir estas obras no Museu de Arte de São Paulo – todas criadas a partir de recortes de revistas, jornais, romances e livros da década de 1850.

Serviço:

  • Max Ernst: Uma Semana de Bondade
  • Quando: até 18 de julho de 2010
  • Horário: De terças a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas das 11h às 20h.
  • Local: MASP – Av. Paulista, 1578, São Paulo/SP
  • Valor: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
  • Mais informações: MASP.art.br