26 de agosto de 2010
Silvia Zampar

SEU NOME também é uma questão que importa para o sucesso

Acredite, o seu nome é muito importante para ajudar ou não no seu sucesso pessoal. Quem começa na área de Design, ou propaganda, tem que ter consciência que será um prestador de serviço (autônomo ou não), mas que seu nome, assim como uma marca, pode passar uma série de informações, sejam elas verdadeiras ou falsas, a seu respeito.

Já vi gente que se denomina (no Twitter, portfólio no Fliker ou no seu e-mail) assim:

  • Juju Designer = ao ver esse nome imagino alguém delicada, uma “menininha”, sem muita bagagem a oferecer à minha empresa;
  • Dragon6666 = penso que tem um nome bom para um tatuador ou, talvez até, ilustrador, mas não me passa a menor credibilidade que pudesse dar uma assistência confiável;
  • Fogosa ou Detonando = quando vejo esses perfis penso que essas pessoas estão procurando parceiros (sexuais mesmo), baladas e não profissionais; etc

Pode parecer exagero, mas é comum eu receber na agência e-mails de pessoas ou ter seguidores no twitter que colocam em seus perfis que são Designers e todos com denominações parecidas. Vamos ser sinceros: isso “queima o filme”. Se você não gosta do seu nome, procure um que lhe traga credibilidade ou, no mínimo, não comprometa sua imagem, dando a impressão que você é um profissional imaturo, baderneiro ou algo até pior.

Outro dia recebi um panfleto virtual de uma candidata a Deputada Federal que me fez pensar exatamente nisso, em como o nome é importante para dizer quem é você. Vejam abaixo:

Se você conhece a pessoa acima, então você certamente não teve a mesma impressão que eu e várias pessoas que eu mostrei a propaganda… De imediato me perguntei “Afinal, quem é Pupi Crystel?” (porque no flyer dela não se diz nada, partindo-se do princípio que ela é muito conhecida) e confesso que não pude deixar de fazer a conexão imediata que ela fosse uma atriz pornô, já que uma atriz famosíssima no meio foi Sylvia Crystel.

Fiz uma pesquisa no Google e descobri que é uma cantora pop que tem um programa na TV Record de Minas. Viram um caso de como um nome pode fazer você ter uma imagem errada da pessoa?

Existem também casos em que o próprio nome não ajuda… Conheço uma Kitilaine, que tem um importante negócio. Fala sério, quem leva a sério alguém com o nome de Kitilaine? Não é culpa dela, foram os pais delas que a batizaram assim e, certamente (como ela mantém o nome), ela deve gostar, ostentando como algo “diferencial”. Mas é um nome que passa uma certa imagem infantilizada, não dá credibilidade. Se eu fosse contratada para assessorá-la a montar sua empresa, desde o começo, eu sugeriria criarmos um nome profissional.

Características de um nome profissional:

  • Pode ser simples = João, José, nada é descartado só por ser simples;
  • Deve diferenciá-lo de outros profissionais = José Luís não seria bom, pois pense quantos profissionais pode haver com o mesmo nome. O melhor é casar com um dos sobrenomes;
  • Tem sobrenome que não ajuda muito, não diferenciando em nada. Tenho um ex-sócio que é Santos, mas que adotou o Serginho Santos, o que criou sua diferenciação;
  • Não utilize expressões que remetam a outras atividades, principalmente às ligadas a laser (Luiz Paintball, André Havy Metal) = pode desagradar seus cliente e dar uma impressão pouco profissional a respeito de você;
  • Evite siglas = não são boas de gravar, nem de falar, não conseguem boa aderência (fixar na mente das pessoas), não projetam seu nome, etc. JB Artes: só seria legal se você é conhecido pelo nome de JB, senão você está solidificando um nome que não é o seu; e tem siglas piores, que nem têm relação com o nome, ex.: DBCF, o tipo de nome que todo mundo tem que viver perguntando “o que é isso, o que quer dizer?”, ai você dá a explicação “Design Bom Cliente Feliz” = parece legal quando você cria, mas é desnecessário, explicação demais, pra importância de menos;
  • Evite termos estrangeiros = acredite, o que parece “bacana” acaba dificultando quando você vai falar seu nome para a recepcionista, porteiro ou telefonista, que nunca entendem e você tem que soletrar. E alguns clientes acham termos em inglês coisa de gente “metida”, de quem quer parecer, sem ser. Eu sei bem o que é isso, pois minha agência chama-se NewMídia e todos esses anos vi porteiros e atendentes escreverem Nil Mídia (deve ser a empresa do Nilton – rs); e
  • Excelente se o nome for sonoro e tiver boa aderência (pregnância) = um nome que “cola” no ouvido, quase como uma rima, algo que “casa”, enfim, seria perfeito.

Usar ou não o termo Designer associado ao seu nome é opcional. Mas é opcional MESMO, ou seja, o ideal é que seu nome por si já seja gravado na mente das pessoas (clientes, clientes potenciais, concorrentes, colegas, etc), independente do Designer, ai você decide quando quer ou não utilizar esse termo: em seu material de papelaria, site, etc.

Se existe a possibilidade de que seu nome vire também o nome de sua empresa, com firma aberta e tudo mais, o ideal é que você pesquise se o nome está disponível no site do INPI, na base de marcas (se o link não entrar, vá em www.inpi.gov.br, clique na aba “pesquisa”, depois “marca”), sendo que sempre que for pesquisar escolha a opção “pesquisa radical“, que aparecerá outros nomes que tenham coincidência mesmo com partes do nome que você está querendo. Atenção, termos como “Design” ou “Artes” agrupados ao nome não contam para diferenciação de uma marca, sendo consideradas denominações comuns, ou seja, se o restante já existe registro, então não adianta querer diferenciar com um termo desses.

Uma última dica, já reserve tudo com seu nome, em todos os locais/canais que potencialmente você venha a trabalhar, como:

  • Domínio (endereço para seu futuro site/portfólio) = no Brasil se faz a reserva do domínio no Registro.br, mas é contratar um provedor;
  • Com o domínio você já poderá fazer uma conta de e-mail “bacana”, com o seu endereço, pois é bem melhor passar para um cliente o endereço de e-mail fale@andersondesigner.com.br;
  • Twitter = canal super importante para você reservar com seu nome;
  • MSN = um importante canal de contato com clientes;
  • Skype = muitas empresas estão aderindo ao Skype para falar com toda sua cadeia de fornecedores;
  • Fliker = você pode nem usar, mas será melhor se o seu nome for seu e não de outro;
  • Orkut e Facebook = idem anterior;
  • E-mails gratuitos = melhor que ninguém possa utilizar o mesmo nome profissional seu, não é mesmo? Então entre no IG, Hotmail, Gmail, Globo, enfim, todos que oferecem e-mail gratuito e já reserve o e-mail com o seu nome, que ninguém usará esses;
  • E sempre que surgirem novidades (portais, ferramentas de acesso, serviços) tente correr na frente para já reservar seu nome.

Sei que essa postagem ficou longa, mas não dava para parar o assunto pela metade. Qualquer dúvida, deixe comentário, mas já aviso NÃO POSSO DECIDIR POR VOCÊ QUE NOME VOCÊ DEVE USAR – rs.

26 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Comerciais da AXE: sempre “no sense”

Tenho uma filha que tem “horror” aos comerciais da AXE, que ela sempre acha “sem noção”, grosseiros, politicamente incorretos, enfim, tudo que ela acha é, exatamente, o que eles fazem nos filmes, sendo que isso já virou até um estilo apreciado e esperado pelo público alvo.

Esse comercial que apresento abaixo não foge à essa regra, mas acho que eles exageraram na dose:

25 de agosto de 2010
Silvia Zampar

CD Eminem x Cartaz Final Destination = quem copiou?

Bem, recebi a dica hoje pelo twitter, vindo do @DezPraUma e ao clicar vi “uma coincidência incrível” das duas peças (rs):

Na verdade não se supõe, de forma alguma, que sejam coincidências, é claro que trata-se da mesma arte, com algumas pequenas alterações (dá quase pra brincar de jogo dos 7 erros, eu achei 6 – só na foto) .

Mas, afinal, qual arte veio primeiro e porque o outro utilizou a mesma? Homenagem? Quem souber mais, conta pra gente aqui…

25 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Acidente em Painel Rodoviário

Painel bem bacana pra alertar que não se deve andar “colado” na traseira de caminhões, criado pela agência Amélie Company, de Denver, USA.

Via Ads of the World

25 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Comercial da Quercus e o Aquecimento Global

Tocante esse comercial feito pela McCann Erickson, de Portugal, para a Quercus (Associação Nacional de Preservação da Natureza), para convencer as pessoas a continuarem se empenhando na luta contra o Aquecimento Global. Impossível assistir e não pensar a respeito:

24 de agosto de 2010
Riccardo Benetti

HTML5, CSS3 e o futuro da Internet

Já faz um tempo que o site da minha empresa, a Verso e Inverso, foi feito com HTML5, o que tem facilitado muito a estruturação e organização dos códigos, além de se ter uma melhora na leitura do que é cada parte do site.

O HTML5 tem ganho muita notoriedade no mercado por causa da sua flexibilidade e novas interações que são oferecidas em conjunto com o Javascript, uma programação que acontece diretamente no navegador do usuário, trazendo animações complexas e com efeitos visuais muito interessantes, que podem superar aquelas que hoje vemos em sites feitos com Flash, já que ao criar sites em HTML tornamos o conteúdo visível pelos buscadores, algo que com o Flash não se obtém.

Porém o HTML5 encontra, como todas as novas tecnologias, um adversário implacável e que não traz benefício algum: a falta de atualização dos computadores e navegadores. Infelizmente a família Microsoft (entenda-se Internet Explorer) não possui suporte até o momento de versão estável para o usuário final e também complica pelo fato de que, a cada nova versão criada pela Microsoft, novos códigos devem ser feitos, pois cada versão lê o código de forma diferente, necessitando muitas vezes de atalhos desaconselháveis para funcionar. Mas o HTML5 funciona através de um script que a Google gera e atualiza com a lista de tags (marcadores) utilizados para criar um site, assim sendo o HTML5 é melhor visualizado nos seguintes navegadores: Google Chrome, Opera, Safari e Firefox, sempre nas suas últimas versões (claro!).

Na onda do HTML5, o CSS3, que é o que complementa o HTML, traz muitas inovações no campo visual, pois hoje, se desejamos fazer uma sombra em um box (para dar volume ou porque um objeto merece algum destaque), necessitamos recortar cada pedaço da sombra e acrescentá-la como imagem, o que acaba, no fim das contas, pesando o site e demorando pra carregar, já que são mais arquivos para serem baixados. Ou se desejamos criar um efeito de sombra em um texto ou a famosa borda arredondada, novamente criamos as imagens de cada parte e adicionamos como imagem ao site o que, no total de um site, fica muito pesado e desnecessário. O que o CSS3 traz é um conjunto de funções que aplicam estes efeitos sem a necessidade de inserir imagens, porém novamente encontramos problemas na atual família de navegadores da Microsoft (ou seja: fuja do Internet Explorer).

O importante para se visualizar corretamente estes sites e os novos que surgirem (a Google noYoutube já usa muito do HTML5 e CSS3 por exemplo) é manter o computador e navegadores sempre atualizados por causa da própria segurança e também para não ter problemas em não conseguir acessar algo, tirando melhor proveito da Internet. Se você na sua empresa ou residência só usa o Internet Explorer 6 ou 7, recomendo atualizar para a versão 8 e, futuramente, para a versão 9 (quando lançarem), mas para acessar outros sites recentes e ficar atualizado na internet, abaixo segue uma lista de links para download de cada navegador compatível com HTML5 e CSS3 para Windows.

Importante: você pode ter vários navegadores no seu computador e utilizá-los conjuntamente, sem que um influencie ou prejudique o uso de outro. Ou seja, caso você tenha o Internet Explorer e fica com receio de deixar de usá-lo, saiba que você não irá desinstalá-lo, pode usar um outro e, quando for conveniente ou achar necessário, utilizar o IE (em paralelo).

24 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Erros de grafia em Painel = lamentável…

Se já é feito erros de grafia (forma como se deve escrever as coisas) em um jornal ou revista, esses são lamentáveis quando expostos num painel gigantesco, como este que está no principal acesso de Jundiaí, dando as boas vindas aos que aqui chegam:

Jornais têm um período de fechamento muito curto, onde cada nova edição é feita de um dia para o outro. Revistas também têm prazo de fechamento rápido, têm data para estar nas bancas. Enfim, nestas publicações onde a pressa é companheira, até podemos aceitar o erro como um reflexo dessa pressa.

Agora uma arte que vai ser impressa para ser colocada num painel urbano, de dimensões ampliadas, que ficará exposta por um longo período e se pode conferir com exaustão antes de se mandar imprimir… Bem, ai é muito, mas muiiiiiiiiito feio, expondo ao ridículo (nesse caso que estou mostrando) a agência, cliente e, até, Prefeitura Municipal, que não se importa de deixar uma mensagem com erros dando as boas vindas a quem chega e (o que é pior) esse painel está instalado em área pública, ou seja, da Prefeitura.

Para quem ainda não “pegou” os erros:

  • Bem-vindo = é grafado com hífen
    Todos os prefixos BEM continuam a ter hífen, mesmo depois da reforma ortográfica
    (Incluído: esse erro foi apontado pelo leitor Hurmus)

  • Bem-vindo a Jundiaí = não leva crase
    Como já expliquei num post anterior, nestes casos tem uma regrinha infalível, onde fazemos utilizamos essa frase para testar (colocando o nome da cidade/país):
    Volto DA, crase no a, volto DE, crase pra quê?
    Nesse caso, testando temos: Volto DE Jundiaí = que indica não haver crase nesse caso.
  • Aqui tem motivos de sobra… = não tem o acendo grave
    tem = singular / têm = plural
    Esse “tem” diz respeito ao “aqui” dentro da frase, então é o mesmo que dizer “aqui existe” = no singular, nada de plural.

SE essa frase fosse diferente, os dois acentos estariam corretos:

  • Bem-vindo à cidade de Jundiaí
    Aqui todos têm motivos de sobra…
  • Testando: Bem vindos ao povoado… (se trocando para o masculino fica AO, significa que no feminino é AA = À)
    Todos = plural = têm

Ou seja, tem que se saber bem o que está escrevendo e como funcionam os acentos para escrever certo. No mínimo: conte com o trabalho de revisão de um bom professor de português.

24 de agosto de 2010
Silvia Zampar

“Espelho Meu”: A gente só educa dando o exemplo

Esse comercial mostra bem o que penso a respeito de educar filhos: não adianta ter apenas o discurso (faça isso”, “faça assim”, “isso é errado e isso é certo”) se não mostramos em nossas atitudes.

Muitos pais delegaram sua obrigação de educar, que não é fácil, dá trabalho e é cansativa, para avós, babás, creches, escolinhas… Depois vemos as pessoas reclamando que os jovens e/ou crianças estão mais malcriados, sem limites… Não adianta reclamar se não se faz nada. Nesse caso, mais que em outros ligados a hábitos com relação ao planeta, é preciso dar o exemplo!

23 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Comercial teaser para Diário de São Paulo

Foi uma leitora do blog, a Elizabeth S.Cardoso, que me passou o link pra ver esse comercial teaser do Diário de São Paulo, criado pela W/McCann São Paulo:

E ainda tem um outro filme, menos grotesco que esse, mas não menos ruim, que nem vou perder tempo publicando…

Pergunto: o que tem na cabeça de alguém pra fazer um comercial como esse, falando de futuro utilizando coisas tão tolas, de certa forma ridicularizando mulheres que utilizam silicone (algo tão comum certamente entre as leitoras do jornal também)… Mais, e o que leva o cliente a achar isso uma boa ideia?

Na verdade eu ainda pergunto: precisavam juntar “forças” de duas agências, que recentemente anunciaram que agora iriam trabalhar juntas (W/Brasil e McCann) pra fazer isso? Poxa, deixa na mão dos meu leitores ou alunos que certamente sai coisa muiiiiiiiiiiiiito melhor!

Ah, e eu acho que a anunciada “novidade”, o jornal do “futuro”, deve ser o lançamento do mesmo no formato berliner, que é uma tendência no mercado internacional há algum tempo e várias publicações nacionais já mudaram pra este formato. Talvez até com um novo projeto visual, como tantos jornais têm feito.

23 de agosto de 2010
Silvia Zampar

Revista EmbalagemMarca – Agosto

Confiram Revista EmbalagemMarca deste mês de Agosto, que tem muita coisa legal em suas páginas, como:

  • Opiniões de supermercadistas ditam o rumo para apresentação dos produtos;
  • Análise das mudanças que passam a indústria de impressão de embalagens;
  • Produtos e Marcas ainda precisam se ajustar para conquistar consumidor popular;
  • Como os designers podem ajudar o planeta; e muito mais.

A revista, que é da Bloco Comunicações e é mensal, tem versão online, podendo também ser baixada em PDF e com a opção ainda de se conferir as edições anteriores.

Totalmente voltada para o segmento de embalagens, você sempre encontrará assuntos atuais, entrevistas, notícias, vale a pena conferir.

E é válida para as AC’s para quem estuda PP, Design Gráfico (outros cursos consultem seus orientadores).