E aí?! Hoje eu vou falar sobre o filme “O Último Mestre Do Ar”, adaptação do desenho Avatar para as telonas.
Pra quem não sabe, “Avatar: A Lenda De Aang” é um desenho animado produzido e transmitido pela Nickelodeon, onde a ideia geral da série é mostrar um mundo fictício dividido em 4 facções: Ar, Água, Terra e Fogo. Cada uma dessas facções possui membros com a capacidade de controlar os respectivos elementos. A facção do fogo domina grande parte desse mundo, tendo submetido alguns dos outros povos e possui uma grande rivalidade com a da água, e por aí vai…
Confesso que eu nunca fui uma fã do desenho, principalmente porque nunca dei uma chance de verdade a ele. Os poucos episódios que vi inteiros não compreendi, já que não comecei a acompanhar a série desde o começo. Mas sempre tive uma grande simpatia por seu estilo oriental tipo anime e fiquei até com pena do filme depois de ler tantas críticas acabando com ele. Mas depois de assisti-lo, eu tenho que concordar com grande parte do que foi falado.
O filme conta a história de Aang (Noah Ringer) um garoto que foi criado pela nação do Ar e descobre que é o tal Avatar, um ser que reencarna através de gerações e é o único capaz de controlar todos os 4 elementos. Aang fica desesperado ao descobrir isso e foge, indo parar numa bola de gelo (ainda não entendi como, já que o filme não explica), onde fica congelado durante 100 anos e de onde é resgatado por Sokka (Jackson Rathbone, o vampiro Jasper de “Crepúsculo”) e sua irmã, uma dominadora da água, Katara (Nicola Peltz).
Logo no começo do filme Aang é raptado pelo Príncipe da nação do Fogo, Zuko, (o carismático Dev Patel de “Quem Quer Ser Um Milionário”) e toda a história se desenvolve a partir da disputa entre as nações do Fogo e da Água, com leves participações da Terra e a única participação do Ar vinda de Aang (já que ele é o último que consegue controlá-lo – daí o título do filme, que teve que mudar, por razões obvias, de “Avatar” para “O Último Mestre Do Ar”). Se isso já não parece tão promissor assim, acredite, só piora.
Minha principal queixa é sobre as atuações (que não pareceram nada melhores na maldita cópia dublada que eu vi, única disponível no cinem
a de Jundiaí!) que são simplesmente péssimas. Parece até que os atores competem pra ver qual deles consegue ser pior tentando demonstrar emoções. E fica difícil escolher entre: o garoto Aang, interpretado pelo jovem Noah Ringer, que nas cenas em que deveria demonstrar dor por suas perdas, só consegue demonstrar uma forte dor de barriga; entre o insosso e esquisito Jackson Rathbone (Sokka), que demostra ser tão ruim quanto parece em “Crepúsculo”; ou entre a confusa Nicola Peltz, que parece não entender muit0 bem porque foi escolhida para o papel (nem eu, já que ela não é nada parecida com a original do desenho). O único que salva (um pouquinho) é o já sabidamente talentoso Dev Patel, que consegue demostrar ao menos alguma emoção no longa.
É um filme decepcionante e tedioso que, para meu espanto, possui apenas 94 minutos (digo espanto, pois me pareceu muito mais da cadeira do cinema!) e, mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, mais complica do que explica, chateando tanto os fãs do desenho animado, quanto os espectadores que nada sabiam sobre a história (e continuaram sem saber).
Ficha Técnica: EUA, 2010. Direção e roteiro de M. Night Shyamalan. Com Noah Ringer, Dev Patel, Jackson Rathbone, Shaun Toub, Aasif Mandvi, Cliff Curtis. Katharine Houghton. 94 min.