Recentemente trouxe, aqui em minha coluna no TuDiBão, um especial sobre Profissionais de Redes Sociais. Não lembra? Clique aqui e veja a formação necessária para esse profissional, questões sobre salário e monitoramento para quantificar resultados.
Pois bem, o “guia” é prático mas não tem um manual nem padrão a serem seguidos. Tudo o que é novo tende a mudar todos os dias e é melhor assim. Quanto menos engessado forem os processos de criação no âmbito publicitário, melhor.
Vez ou outra vejo o questionamento de empresários sobre que profissional contratar para monitorar as redes sociais de suas empresas. Qual é a idade ideal? Um profissional júnior atenderia as expectativas? Contratar um sênior com mais experiência de mercado seria reduzir riscos de disseminação de mensagens negativas? Ser heavy user de internet basta para saber monitorar e gerenciar crises na web? As dúvidas são intermináveis e vamos (tentar) elucidar algumas delas aqui.
Para avaliar o perfil de qualquer profissional a regra nº 1 é básica (e óbvia):
- É preciso encontrar alguém que tenha princípios éticos, que vista a camisa da empresa e que seja, no mínimo, apaixonado pelo que faz. Lidar com pessoas é isso: é ter prazer em interagir, responder e falar pela empresa da forma mais correta e sutil possível.
- A formação e qualificação profissional são também inquestionáveis. Quanto mais conteúdo e bagagem teórica o profissional tiver, melhor.
- Mas para trabalhar com redes sociais é preciso um passo além: viver e respirar web como forma de lazer e prazer é fundamental. É preciso discernir entre o momento de lazer e trabalho nesse ambiente, mas sim, ser heavy user é fundamental para entender expectativas e retorno que a concorrência teve com determinada ação. É muito mais que um benchmarking (troca de informações e conhecimento) de mercado; é experimentar de tudo para aprender e entender como funciona essa nova forma de relacionamento! Isso sim é um diferencial.
- E sobre a idade do profissional? Há uma grande diferença ente sênior e júnior na área de redes sociais. Um social media sênior com idade avançada hoje é raro, mas não é impossível, obviamente. “Macaco velho” de mercado apaixonado por redes sociais e que tenha resolvido destinar a carreira a esse novo mercado é uma ótima pedida.
Porém, não subestimem os jovens. Eles estão cheios de vontade de mudar o mundo e muitos estão realmente a fim de serem os futuros sêniors em redes sociais. Há um grande equívoco em achar que eles não são capazes de construir e manter a reputação de uma marca no ambiente digital. A energia contida nessa profissão nova é o que move vários estudantes e recém formados a investirem nessa carreira e, acreditem, muitos deles superam em qualidade os profissionais mais antigos, não porque são melhores, mas porque o DNA digital já faz parte deles e, em muitos casos, não só aprendem, como ensinam.
Portanto, o profissional de redes sociais deve ser avaliado pela qualidade, e não pela idade.
Pensem nisso!
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