
Montagem com o primeiro layout do portal do ZAZ e os logotipos da Nutecnet, RBS TV, ZAZ, Telefónica e Terra
Mais uma vez os grupos de discussão salvaram a minha coluna aqui no blog! Desta vez não foram os grupos de designers, mas sim o grupo Espaço Empresarial, do meu amigo Mauro Oliveira, a quem agradeço!
Hoje o Mauro comentou a mudança da marca da Telefônica para Vivo e eu lembrei de outro caso interessante… Na minha opinião, muito mais interessante! Então, não vamos falar de Telefônica nem de Vivo, vamos falar do ZAZ!
Está todo mundo comentando sobre os motivos da companhia espanhola ter unificado a marca Vivo… Acho que foi mais ou menos na mesma linha da mudança da Telemar para Oi: escolheram o nome mais curto e com melhor imagem perante os clientes, puro marketing.
Muitas vezes a mudança de nome não é uma questão comercial e nem de marketing, mas uma questão LEGAL.
O ZAZ mudou de nome para Terra… Qualquer pessoa que entenda um mínimo de internet sabe que ZAZ é in-fi-ni-ta-men-te melhor que Terra para algo relacionado à internet, mas, pra ficar bem explícito, vou explicar:
ZAZ = 2 letras “Z” e “A”.
ZAZ = velocidade, nas linguagem dos quadrinhos, como vapt, zoom e outras, porém ZAZ é mais curto.
ZAZ = 3 letras, o risco de typosquatting (*1) é infinitamente menor.
ZAZ = ZAZ em qualquer país que use a nossa escrita, não importa se é inglês, português, espanhol, alemão, etc., ZAZ é ZAZ.
E Terra?
TERRA = latino, em inglês não faz sentido, seria Earth… Nem em qualquer outra língua, só fica igual em português e espanhol.
TERRA = 4 letras e uma delas é dobrada (R) o que aumenta (muito) o risco de typosquatting.
TERRA = Planeta Terra não tem relação direta com internet, forçando um pouco lembra globalização, no máximo isso.
Então porque mudaram para uma marca PIOR? E mais: uma marca que demandava toda uma mudança de layout, lettering, publicidade, etc.
Simples:
Porque em alguns países que o ZAZ pretendia se instalar (ou já estava instalado, com outro nome) a MARCA ZAZ estava com problemas… Daí buscaram uma alternativa que estivesse “livre” em todos os países que eram seu principal objetivo (latinos).
Essa informação me foi confirmada por uma diretora de marketing do Terra em uma palestra que assisti aqui em Porto Alegre, na AMCHAM.
Esse não é um caso isolado, há muitas marcas que, ao se “internacionalizarem” têm que mudar de nome para ter a possibilidade de registro e, com isso, muitas vezes optam por mudar no país de origem e, na minha opinião, perdem a identidade, a referência…
Também há casos de mudança porque em outro país ou língua a marca significa ou lembra algum palavrão ou xingamento, enfim, são muitos os fatores. Lembro vagamente de um carro que mudou o número porque em determinado país aquele número significava acidente com morte.
Se você quiser conhecer a história da Nutecnet, quer dizer, ZAZ – ops – ou melhor, Terra, seguem alguns links interessantes:
Versão Oficial, do site Terra;
Versão Semi-Oficial, da Wikipedia;
Versão Saudosista, com direito a vários sites e programas da internet do mouse lascado; e
Versão Nada Oficial, mas bem interessante e detalhada.
Espero que você tenha lembrado de mais alguns casos de marcas que mudaram por problemas ou para adaptar-se a outras línguas e culturas (eu lembro de outros exemplos)… Se você lembrar de algum caso curioso, conte pra gente nos comentários e não esqueça de compartilhar a postagem, ok?
(*1) Typosquatting é um tipo de pirataria onde o pirata registra variações do domínio verdadeiro porém, com erros de digitação ou de gramática, google pode virar googel, terra pode ser terara ou terar – todos erros fáceis de serem cometidos em uma digitação rápida.
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