terça-feira , 24/01/2017
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Seu texto corre na rua ou na esteira?

Quem quer escrever melhor deve estar atento a três pontos importantes:

1) Coesão — é a harmonia interna e estrutural do texto. Uma redação não deve parecer um amontoado de frases soltas. É preciso saber utilizar bem os conectivos;

2) Coerência — diz respeito ao fato das ideias e dos argumentos fazerem sentido e estarem de acordo com o contexto em que o texto é produzido;

3) Progressão textual — significa acrescentar novas ideias a cada parágrafo e manter a unidade da escrita. Um texto que repete os mesmos argumentos em todo seu percurso é extremamente pobre.

Não faça seu texto andar em círculos

A era da comunicação digital contribuiu para um crescimento exponencial na produção de conteúdo. Contudo, muitas vezes, por conta do imediatismo, vemos textos sem um mínimo de progressão. Textos que poderiam ter apenas um parágrafo se estendem por três ou quatro, que só servem para encher linguiça.

Podemos fazer a seguinte analogia: um conteúdo com progressão textual é similar a uma corrida na rua. Ele sai de um lugar e chega a outro. Já um conteúdo sem progressão textual é semelhante a uma corrida na esteira. Ele anda, anda, anda e não sai do lugar. Lembre-se que, na escrita, a economia é positiva.

Preste atenção ao que está implícito

Um texto é constituído por informações explícitas e implícitas. Esse segundo grupo é dividido em pressupostos e subentendidos.

Os pressupostos são de responsabilidade do autor e estão marcados para algum termo gramatical. Por exemplo, se eu escrevo “João está melhor”, pressupõe-se que ele não estava bem. Isso está indicado pelo uso da palavra “melhor”. Quem escreve o texto tem responsabilidade pela seleção vocabular que realiza. Então, não se pode alegar que o sentido do que estava escrito não foi o pretendido.

Outros marcadores de pressupostos são: alguns verbos que indicam transformação ou mudança de estado (tornar-se, transformar, transferir etc), adjetivos, advérbios, algumas conjunções (mas, entretanto), entre outros.

Já os subentendidos não estão indicados por termos gramaticais. O entendimento deles é de responsabilidade do leitor. Trata-se de um artifício que o falante utiliza para poder dizer uma coisa significando outra. Caso seja contestado, apegando-se ao sentido literal das palavras, pode alegar que não disse o que realmente quis dizer. Vemos muito o uso desse instrumento entre políticos.

Então, na hora de produzir um texto preste bastante atenção nas informações implícitas, pois elas são parte fundamental da mensagem que você deseja passar para seu leitor.

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