quarta-feira , 29/03/2017
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Planejamento e criatividade: um pode influenciar o outro?

O texto de hoje é dedicado ao famoso vírus que adquirimos naquele dia em que não conseguimos escrever uma frase, pensar em um rabisco sequer, quiçá em campanha publicitária. Sabemos que é impossível ser criativo 100% do tempo, em todos os dias da semana. Essa habilidade está diretamente relacionada às subjetividades da vida, que como em qualquer outra profissão, influenciam diretamente na produção.

Não é possível evitar o tal vírus, mas conhecer suas origens pode ajudar a pelo menos compreender porque ele existe e, quem sabe, aprender a driblá-lo quando você não tem tempo de esperar a ‘luz da ideia’ voltar.

Uma pesquisa da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostrou que o planejamento é o pontapé inicial para travar. A situação inesperada e emergencial impede que o cérebro se esforce e faz com que ele seja condicionado a agir somente sob caminhos e regras pré-determinados.

A “paralisação” pode ser sinal de um bloqueio à criatividade que a própria pessoa provoca a si mesma ao longo dos anos. O estudo apontou que pessoas que se programam demais para realizar suas atividades evitam a possibilidade de ter uma melhor percepção e até soluções mais simples para os problemas. A organização mental sem planos traçados evita um desgaste quando já há um levantamento prévio das possíveis dificuldades.

Portanto, falta de planejamento nem sempre pode ser uma desculpa para a falta de ideias. Planejar é bom, mas é preciso deixar um “espaço para o inesperado”, principalmente porque a rotina de trabalho em agência é em pelo menos 50% dos casos, emergencial.  Nada melhor que ter problemas para desenvolver a criatividade, que dá respostas novas para problemas novos. Não adianta ficar lastimando, é preciso criar uma saída.

Obviamente o tempo é um fator determinante para esperar boas ideias, mas a realidade é diferente no dia a dia, e forçar as respostas rápidas pode ser uma boa pedida. Portanto, faça do limão uma limonada e não reclame tanto, porque quanto mais você é forçado a ter ideias criativas, mais ‘treino’ você oferece ao seu cérebro.

About Cínthia Demaria

Webwriter e Social Media. É jornalista e trabalha como Analista de Mídias Sociais, redatora web e assessora de imprensa digital. Tem experiência em Governo 2.0, comunicação empresarial, mídia digital, eventos e redação de jornais de grande circulação. Twitter: @Cika_Demaria. Confira a apresentação completa dela.

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2 comments

  1. Lembro-me que em das primeiras aulas que eu dava da disciplina Criatividade, era falado exatamente como nascemos criativos e como somos tolhidos para deixar de ser…
    Quando somos pequeninos as mães falam "ai que bunitinho" pra tudo que se faz (certo ou errado), de repente começa-se a repreender a criança, dizendo que isso não é assim, é de outra forma, não faça isso…
    Ao entrar na escola a coisa só piora: os rabiscos no caderno não são mais aceitos, não se pode "escrever" dando asas à imaginação, é necessário seguir regras, padrões… e quando entramos nos padrões, deixamos a criatividade de lado.
    Para ser criativo é necessário despir-se da vergonha, dos padrões, dos julgamentos; é preciso botar tudo e qualquer coisa no papel, não ter medo do ridículo… Por isso o brainstorm (livre) é tão importante.
    Excelente post.

  2. Boa, é isso mesmo também que eu aprendi na EPA RSRS faz teeeeeeempo

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