quinta-feira , 17/08/2017
Breaking News
Home / CONHECIMENTO / Em 2014 a tecnologia terá que aprender sobre os humanos

Em 2014 a tecnologia terá que aprender sobre os humanos

A tecnologia a favor do social. 100%. Essa é a previsão para esse ano no marketing digital. Com a ascensão e necessidade do mercado, o desenvolvimento centralizou-se no Mobile e a Localização, ferramentas essas que não criam uma demanda para o usuário, mas adequam e facilitam a rotina dele.

Minha aposta é que palavras como ‘gameficação’, ‘big data’, ‘open source’, ‘computação na nuvem’ e ‘design responsivo’ serão ouvidas com mais frequência, todas mediadas pela experiência do usuário e a linha de raciocínio humano. O objetivo, mais do que nunca, será engajar pessoas pelo que elas gostam, desejam e, o mais importante, podem compartilhar. Uma câmera fotográfica já não basta, se não tiver a opção de compartilhar na hora.

No fim de 2013, aplicativos de ‘resumo do ano’ no Instagram, Facebook e Twitter tiraram ‘extrato’ das atividades, fizeram caricaturas fofas e reuniram os melhores momentos em vídeo, para que todos soubessem como foi o ano que findava.

A tecnologia terá que aprender sobre o ser humano e não mais nós aprendermos sobre ela. É sobre comportamento. As pessoas compartilham, influenciam e são influenciadas, em uma rede de relacionamentos (social); dão mais importância ao que está ao seu alcance e que podem usufruir rapidamente (local); e querem tudo isso onde estiverem, na hora que desejarem, em uma ampla experiência totalmente conectada (mobile).

Como consequência, já vemos pipocar cursos de neuromarketing, pesquisas sobre ‘porque o usuário compartilha’, design centrado na experiência do internauta etc. A psicologia das massas, o narcisismo, a sociologia do engajamento e a necessidade de pertencimento serão as teorias da vez.

O usuário vai preferir privacidade ou conteúdo personalizado em troca de informações? Já optamos por permitir acessos sobre quem somos para fazer parte de aplicativos. E o marketing irá se aproveitar cada vez mais dessa ameaça sob pena de não estar mais engajado. Microtargeting: desejo de consumo das empresas da vez. Elas ajudarão a identificar perfis de usuários e oferecer-lhes experiências digitais de consumo contextualizadas e customizadas, agregando mais valor e aumentando a conversão.

Portanto, mais do que nunca, precisamos entender sobre as pessoas, antes mesmo de qualquer tecnologia. E que fique claro: entender sobre elas não é saber como persuadi-las de forma anti ética, mas atender as necessidades com boas ideias e criatividade voltada para quem ora é publicitário, ora é consumidor.

 

About Cínthia Demaria

Webwriter e Social Media. É jornalista e trabalha como Analista de Mídias Sociais, redatora web e assessora de imprensa digital. Tem experiência em Governo 2.0, comunicação empresarial, mídia digital, eventos e redação de jornais de grande circulação. Twitter: @Cika_Demaria. Confira a apresentação completa dela.

Check Also

“Troco likes e SDV” – A psicologia que Freud não explica

Atenta ao comportamento voyer do usuário ativo na Internet e nas emoções despertadas pelas celebridades …

O mundo online de Alice #sqn

Quem nunca teve a sensação de que sua vida está ó… uma bosta quando abre …

One comment

  1. A tecnologia e quem as ensina devem aprender com todo tipo de ser humano.
    Fiquei impressionado com poder das redes sociais no caso do rolezinhos. Já vi seu poder no período das grandes manifestações de junho de 2013. Mas os rolezinhos revelaram adolescentes que conquistam 50 mil seguidores do nada e causam um monte. Será que teremos de chamar esses adolescentes para palestrarem para profissionais de marketing digital? kkkk…

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: