terça-feira , 24/01/2017
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Anúncio esquisitíssimo… Pra que empresa mesmo?

Este anúncio, que tirei do Jornal Bom Dia Jundiaí, me fez pensar em criar a categoria “bizarros” aqui no blog.  Antes de eu tecer qualquer comentário, confiram e tirem também suas conclusões (clique para ver maior):

Em primeiro lugar, em minha defesa, o anúncio não está difícil de ler por eu apresentá-lo pequeno, o formato ampliado é até maior do que foi publicado (1/2 página do formato berliner = 245 x 170mm), com textos pequeninos e fininhos, quase impossíveis de se ler. O logo, também, pequeno, com fonte fina, difícil de ler, e com um site embaixo em tamanho impraticável (pelo teste que fiz, está tamanho de corpo 4 – aff!).

Para quem não conseguiu ler, o texto diz “Bebês dão trabalho. Fazer compras para eles, não.”, na assinatura (quadro rosa) “A loja on-line que tem tudo para o seu bebê.” e o logo (quadro vermelho) é da Kanguru Baby, seguido da url de seu site.

O leitor “normal” simplesmente passaria “batido” pelo anúncio, por ser escuro e sem textos ou logo visíveis. O leitor mais atento diria: #WTF (*) e não entender nada, ou acharia bizarro mesmo. Só leitores curiosos (ou publicitários e viciados em propaganda – rs) perderiam seu tempo numa análise mais minuciosa, conseguiria entender e perceberia o logo (o que não isentaria o anúncio de ser, ainda, considerado bizarro).

Pergunto: pra quê investir num anúncio e não fazer sua divulgação correta? Tudo bem que sempre reclamamos que o cliente quer tudo enorme, principalmente seu logo, mas cadê o bom senso nesse caso, tando de quem criou (o anúncio não está assinado), como de quem aprovou. Diria até que faltou orientação da equipe do jornal, que poderia ter informado o anunciante que no tamanho publicado sua mensagem não seria lida (oportunidade, talvez, de vender um espaço maior).

Enfim, meu conselho para os criativos que me leem: por favor, usem o bom senso! Às vezes é preferível se prender aos objetivos do anunciante (que nesse caso, claramente, foi aumentar as visitas e vendas no site) do que querer ser inovador, buscar a tão aclamada “sacada”. Sejam criativos, mas nunca deixem de cumprir os propósito propostos para a criação da peça: vender!

(*) #WTF: a expressão é o acrônimo (iniciais) da expressão em inglês “what the fuck”, que poderíamos traduzir como “que merda é essa”.

About Silvia Zampar

Graduada em PMKT, pós em Ensino Superior, mestre em Comunicação Midiática, atua como publicitária há 17 anos em sua agência de propaganda em Jundiaí e leciona para cursos de Comunicação Digital / Publicidade. Mantém os blogs: este (o TuDiBão) e o Livro-Objeto. Twitter: @SilviaZampar. Confira a apresentação completa dela.

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4 comments

  1. Eu vou gostar de conferir essa nova categoria “bizarros”, ate agora to tentando entender porque colocaram um alienígena no colo dela. E essa luva pra não queimar as mãos? rsrsrs. O que achei pior foi ter relacionado a imagem de um E.T com a imagem do filho de quem vai comprar no site, querendo dizer: se seu filho é um alienígena você achou o lugar certo para comprar.

  2. Silvia, no 'Jornal da Região' por várias vezes recusamos anúncios de clientes que não davam leitura. Uma cliente chegou a dizer que não anunciaria mais. Depois de argumentar e mostrar como a propaganda ficaria ruim, ela concordou com algumas mudanças. Parabéns pela observação.

    • Pois é Ivan, acho que quando todos os profissionais envolvidos trabalham para o resultado final da campanha (e não só pra "pegar o dinheiro do cliente"), todos só têm a ganhar, pois o cliente fica feliz e volta sempre.

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