Redes Sociais: Porque as pessoas compartilham?
O Facebook divulgou essa semana, um infográfico com os números de participação dos brasileiros na rede social. Somos mais de 37 milhões de usuários ativos. 51% visitam o site diariamente, sendo que 54% são mulheres. O número de pessoas que acessam o Facebook via mobile também cresceu bastante, batendo a marca de 12 milhões de usuários, o que exemplifica o impacto do acesso à smatphones pelos brasileiros. Veja os números abaixo.
Estando entre os principais países de acesso à maior rede social do mundo, o Brasil registra não apenas elevado número de usuários cadastrados, mas participação relevante. O fenômeno do “Curtir” e compartilhar já ganhou o país, que ultrapassa os acessos em sites de busca pelas redes sociais.
Mas porque as pessoas compartilham e postam tanto?
Check in em lugares que vão, fotos de pratos saboreados em restaurantes, comentários e críticas sobre a viagem e os serviços oferecidos (hospedagem, turismo etc), uma reclamação de um atendimento ou simplesmente o “Tive um fim de semana feliz”. Quem nunca viu em sua timeline um post parecido com um desses que atire a primeira pedra.
Alguns motivos generalistas explicam essa vontade quase que “irresistível” de compartilhar. São elas:
Para ajudar – As pessoas querem ser vistas como uma fonte confiável de informação. Por isso elas criticam ou avaliam um serviço, postam fotos para comprovar o que provou.
Para jogar uma indireta para alguém – Falar abertamente de um chefe, de um ex-namorado(a), amigo(a), colega de trabalho ou familiar pode ser comprometedor. Por isso, muitas pessoas usam seus perfis (que provavelmente deve abrigar 90% de suas redes de relacionamento presenciais), para fazer alguma reclamação de alguém nas entrelinhas, na expectativa que o alvo que pretende ser atingido leia aquela mensagem. Se der sorte, outros amigos ainda curtem seu status, o que passa segurança e razão na postura apelativa.
Para conectar - Os conectores fazem compartilhamento de conteúdo como um meio de se manterem em contato com os outros. Eles são mais relaxados em seus padrões de compartilhamento, ferramentas favoritas: Facebook, e-mail.
Para dizer sobre si mesmo – Quando compartilho sobre mídias sociais, falo subjetivamente, que tenho interesse nesse assunto, que trabalho com ele e que estou afim de ter novos amigos relacionados a esse tema. Muitas empresas pedem os perfis das redes sociais antes de contratar um candidato a uma vaga, para ver “o que ele anda compartilhando”.
Para vangloriar-se – Sim. Estou nesse restaurante famoso da cidade ou visitei Punta Cana. Na chamada “sociedade do espetáculo”, definida pelo sociólogo Edgar Morin, as pessoas querem vangloriar-se pelo status de poder social para tornarem-se o assunto da rede.
Para pedir ajuda – Seja para uma opinião acadêmica ou simplesmente para saber qual roupa usar. Nada melhor do que encontrar em sua rede de relacionamento, opiniões para suas atitudes.
Obviamente essa classificação é generalista e parte de uma amostragem de análise do comportamento dos usuários nas redes sociais. Entretanto, as conclusões tornam-se bastante comuns quando paramos para refletir.
E você, já parou para pensar porque compartilha tanto conteúdo?

Seja o primeiro a parpitá