sexta-feira , 20/10/2017
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Perfis profissionais usados como pessoais. Pode isso?

O erro ainda persiste. Quem acompanha diariamente as redes sociais com certeza já se deparou com perfil de empresas, grupos, universidades, ong’s, instituições etc, postando opiniões pessoais, que dizem respeito a um ponto de vista de quem está escrevendo pela empresa.

“Não suporto mais essa chuva”, o caso BBB e outros assuntos comentados nas redes sociais são debatidos cada vez mais por perfis com fins profissionais.

Mas até que ponto isso não é “legal”? Tomar partido é o deslize mais temido pelos jornalistas. Ser imparcial é uma questão de ética, que evita afastar usuários e leitores interessados em seu conteúdo, mas de opinião contrária.

Recentemente vi vários perfis protestando o fim das sacolas plásticas nos supermercados de São Paulo. Embora seja um assunto que renda um bom debate público, assumir uma posição (pessoal) afasta olhares de parceiros e de usuários que pensam diferente de você. Emitir opinião pessoal em perfil profissional é como debater partido político ou religião. Enquanto agrada uns, desagrada vários outros.

Entretanto, se apropriar de temas muito discutidos pelos usuários pode ser uma estratégia para algumas empresas. O caso da Luiza que estava no Canadá é um exemplo. Empresas se apropriaram do buzz causado pelo comercial paraibano para “entrarem na brincadeira” e usar trocadilhos com suas marcas, para aproveitar o assunto já comentado nas redes. Apesar disso, esses casos precisam ser bem planejados antes de vestir a camisa de um meme e sair por ai comentando.

Portanto, quando assumir o perfil de uma empresa, separe os posts do seu perfil pessoal e proteste apenas para a sua rede. Aproveitar a onda de comentários na internet é uma estratégia, mas se apropriar de um caminho único pode ser um tiro no pé.

Pensem nisso! =)

About Cínthia Demaria

Webwriter e Social Media. É jornalista e trabalha como Analista de Mídias Sociais, redatora web e assessora de imprensa digital. Tem experiência em Governo 2.0, comunicação empresarial, mídia digital, eventos e redação de jornais de grande circulação. Twitter: @Cika_Demaria. Confira a apresentação completa dela.

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One comment

  1. Concordo totalmente com sua argumentação: realmente quando o perfil é de empresa, não se pode "perceber" o cidadão que cuida daquele perfil. Algumas dicas simples:
    – Empresa é corporação, então fala por um grupo, portanto os textos devem ser feitos na 1a pessoa do plural (NÓS = acreditamos, realizaremos, etc.). A exceção é quando falar o nome da empresa "O TuDiBão apoia…" (é "O" blog), "A HP…" ("A" empresa).
    – Uma empresa não deve NUNCA TER OPINIÃO a respeito de POLÍTICA, RELIGIÃO, ESPORTES, CLASSES, COMPORTAMENTOS (a empresa não apoia esse ou aquele lado, a menos que isso seja condizente com as normas e trabalho da mesma). Mantenha-se isento para não perder clientes; e
    – Ainda a esse respeito, quando resolver apoiar qualquer causa, tenha sempre bem formulada a visão e missão da empresa, para ver se estes são condizentes, se realmente serão OPINIÕES DA EMPRESA e não a de quem escreve.

    Ah, vale citar que o contrário também acontece: vejo perfis pessoais (no twitter e face) falando como empresa, só fazendo propaganda de seus trabalhos (como empresa/trabalhador). Já deixei de seguir gente por isso.

    Então um conselho é sempre válido, principalmente se você é trabalhador autônomo ou tem uma pequena empresa (onde cuida de quase tudo):
    TENHA SEMPRE DOIS PERFIS: um SEU e outro DA EMPRESA (ou profissional), mantenha os assuntos e amigos de cada um bem distintos.

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