sexta-feira , 23/06/2017
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Cuidado com a fonte que escolher

Esse panfleto serve bem para ilustrar algo que sempre falo para meus alunos e agora estendo aos leitores desse blog: Cuidado com a fonte que escolhem para usar em seus trabalhos.

Às vezes é o cliente que pede uma determinada fonte, outras vezes é o próprio profissional (Designer, Diretor de Arte ou Arte Finalista) que se encanta com uma fonte, achando que tem tudo a ver com aquele cliente e/ou produto/serviço… Não importa! Tem fontes que não funcionam e pronto.

Sempre peço especial atenção – ou melhor, evitar usar:

 podem ser “engraçadinhas” ao usarmos para conversarmos com amigos, fazer uma piada específica, mas elas trazem consigo uma informação/mensagem de acordo com o motivo que foram criada, portanto passarão mensagens provavelmente erradas num trabalho que estamos criando;

 a leitura de um texto escrito inteiro em caixa alta é mais lenta; e, para quem utiliza muito a Internet, esse recurso significa ESTAR GRITANDO. Portanto só use se quiser dar destaque, mesmo assim em pouca coisa;

 (em tudo) esse recurso serve para dar destaque, portanto deve ser utilizado em poucas coisas que se queira chamar a atenção, não em todo o texto, já que isso pode dificultar a leitura e parecer “pesado” demais;

 podem até funcionar em textos com corpo grande, mas geralmente esse recurso dificulta a leitura. Não use nunca para “fazer um texto caber num espaço menor”; e

 estas devem ser utilizadas com moderação e só para pouquíssimas coisas (em um logo para parecer pessoal/íntimo, em um breve texto com o mesmo intuito).

O panfleto abaixo apresenta uma fonte que traz três dos probleminhas citados acima: Fonte Manuscrita (em tudo), Condensada e usada Bold. O resultado é um texto pesado, cansativo, difícil de ler e que parece coisa de amador (pode até ser).

Panfleto com fontes que dificultam a leitura

Claro que percebo que aqui o intuito foi o de deixar transparecer o lado artesanal, dar personalidade… Mas o logo já tinha tudo isso.

Portanto, fica a dica:

  • “Firulas” em fontes nunca ajudam a ler: Quando se quer que o leitor “leia”, opte por fontes mais simples e legíveis (regulares). Isso não quer dizer optar sempre pela Arial, p.ex., mas por fugir das “frescurinhas” que encontramos em muitas fontes; e
  • Junte-se aos bons: Se você quer ser um bom profissional e que sua arte pareça de fato boa, veja o que os “bons” estão fazendo, ou seja, folheie revistas e publicações BOAS (nacionais, de grande circulação) e veja o que as grandes agências estão fazendo (em termos de fonte, efeitos) e use de inspiração (nunca copie).

About Silvia Zampar

Graduada em PMKT, pós em Ensino Superior, mestre em Comunicação Midiática, atua como publicitária há 17 anos em sua agência de propaganda em Jundiaí e leciona para cursos de Comunicação Digital / Publicidade. Mantém os blogs: este (o TuDiBão) e o Livro-Objeto. Twitter: @SilviaZampar. Confira a apresentação completa dela.

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3 comments

  1. Estela de Oliveira

    folheto de firulas.. rss inclusive as fotos forma muito mal utilizadas einh! =/

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