15 de outubro de 2010

Mario Mancuso

Realidade na Ilustração

Olá, caros apreciadores da ilustração

Frequentemente quando ministro aulas ou vejo portfolios de ilustradores iniciantes me deparo com retratos de pessoas, geralmente, feitos em sombreado a lápis. Fica claro neste tipo de trabalho a preocupação dos artistas em retratar a(s) pessoa(s) de modo mais realista e perfeito possível, atentando aos mínimos detalhes das referências quase sempre fotográficas.

Dentro disso, é muito frequente perceber um erro comum que todo artista com pouco experiência cai: o de buscar retratar a realidade da forma mais fiel possível.

Esquivando-se de uma abordagem conceitual a esta questão, temos uma visão de ordem prática: o desenho não não é uma transposição da realidade, mas um representação gráfica desta. O desenho é interpretativo, logo passível de liberdades e alterações, que muitas vezes funcionam como correções.

Determinadas características comuns as pessoas, imperceptiveis ou que não chamem a atenção em fotografias, se tornam extremamente evidentes quando feitas nos desenho.

Rostos assimétricos, queixo duplo, lábios acentuados, cílios longos, pelos, sombracelhas unidas ou despenteadas, etc, quando reproduzidos dentro do desenho podem “enfeiar” a ilustração, causando um efeito meio caricato. É muito curioso: você vê a foto, reproduz a mesma coma máxima perfeição mas seu desenho sempre sai com algum problema, algum defeito.

A solução para estes casos é interpretar a parte retrata, tornando-a mais “desenhada”, mesmo que a alterando bastante, em prol de um resultado maior.

Outra forma de se corrigir pequenas imperfeições é mudar proporções, inserir ou retirar sombras, apagra linhas d expressão ou mesmo dobrinhas. Funciona parecido com os retoques feitos em fotos.

Concluindo, estas alterações não tiram a perfeição ou o caráter retratista da obra, apenas asseguram correções que aumentam a beleza e melhoram o resultado final.

Abraços e boa semana.


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