10 de outubro de 2010

Gabi Zampar

“Comer, Rezar, Amar” – morno e cansativo!

E aí?! Hoje fui assistir ao novo longa com a Julia Roberts, que está completando 20 anos de carreira, e devo confessar que me decepcionei bastante! O trailer tinha me conquistado um pouco, principalmente por causa da música de fundo, “Dog Days Are Over” da banda “Florence And The Machine” (que por sinal não está no filme), mas voltei à minha opinião inicial de que a história é fraca demais para dar um bom filme.

Julia interpreta Liz Gilbert, uma escritora de Nova York que filosofa demais, se sentindo infeliz quando se separa do marido (Billy Crudup) sem muitos motivos, e também de um namorado (James Franco) e por isso resolve passar um ano viajando e se reencontrando. O que “ferrou com tudo” é que desde o começo do filme se consegue entender qual é o grande problema (concreto) da mulher. Conforme a história se desenvolve, vamos conhecendo diversos personagens com problemas bem maiores e mais sérios do que os de Liz e isso só nos faz ficar com mais raiva da “heroína”, por não notar que a vida dela só não é boa, porque ela não deixa.

O filme tem aproximadamente 2 horas de duração, mas senti que estava no cinema há bem mais tempo do que isso, tamanha a enrolação.

O primeiro país que a escritora visita é a Itália, onde ela mais come do que qualquer outra coisa, o que torna essa parte do filme a melhor,  já que não tem maiores pretenções. Depois ela vai à Índia para se conectar com o seu lado espirítual e rezar, que é onde o filme se torna mais deprimente. E, por fim, ela encontra o amor com o brasileiro Felipe (Javier Bardem, que decepciona ao falar português) em Bali, na Indonésia.

Sinceramente, a impressão que me dá é que a mensagem principal do filme é que uma mulher só pode ser feliz ao lado de um homem, o que eu particularmente considero pura bobagem. Não é nem romântico, nem engraçado o suficiente pra ser considerado comédia romântica e é superficial demais para ser um drama. Não é exatamente ruim, ou frio, mas não chega a esquentar! Fica no morno.

Ficha Técnica: Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love) EUA, 2010. Direção de Ryan Murphy. Com Julia Roberts, Javier Bardem, Billy Crudup, Viola Davis, James Franco. 133 min. Romance.

3 "parpite"

1. Gabriela publicado em 10 de outubro de 2010 às 14:30

Eu assisti ontem ao filme, e concordo que ele realmente fica no morno, e que pareceu-me que eu fiquei bem mais que duas horas no cinema… Mas achei legal a tragetória da viajem, e o que ela aprendeu, e não concordo que o filme passe a imagem de que uma mulher só pode viver com um homem. Pelo contrário, ela viveu com homens a vida inteira e nao era feliz, e quando deu um tempo pra ela mesma e parou de procurar, encontrou a verdadeira felicidade. Realmente, os problemas dela eram menores do que todos as outras pessoas que ela conheceu, e essa é a sacada do filme; a "heroina" não representa a maioria das pessoas que, como você disse, não tem a vida boa pq elas mesmas não deixam? Acho um bom filme para se pensar.

2. Gabi Zampar publicado em 10 de outubro de 2010 às 17:26

E aí, xará! Brigada pelo comentário, antes de mais nada! ;)
Eu gostei das viagens tb, e acho que tudo o que ela aprende no filme serve como lição de vida para todos nós! Só não acho que a vida da Liz seja uma história muito emocionante de ser assistir! Mas é uma questão de gosto, né!?
Volte sempre!
Um abraço! xD

3. Erica publicado em 07 de janeiro de 2012 às 18:03

Desculpe,mas pela descrição que fez do filme,ele não é morno e sim,gelado!Se eu fosse assistir,dormiria!

Parpite você também