SEU NOME também é uma questão que importa para o sucesso
Acredite, o seu nome é muito importante para ajudar ou não no seu sucesso pessoal. Quem começa na área de Design, ou propaganda, tem que ter consciência que será um prestador de serviço (autônomo ou não), mas que seu nome, assim como uma marca, pode passar uma série de informações, sejam elas verdadeiras ou falsas, a seu respeito.
Já vi gente que se denomina (no Twitter, portfólio no Fliker ou no seu e-mail) assim:
- Juju Designer = ao ver esse nome imagino alguém delicada, uma “menininha”, sem muita bagagem a oferecer à minha empresa;
- Dragon6666 = penso que tem um nome bom para um tatuador ou, talvez até, ilustrador, mas não me passa a menor credibilidade que pudesse dar uma assistência confiável;
- Fogosa ou Detonando = quando vejo esses perfis penso que essas pessoas estão procurando parceiros (sexuais mesmo), baladas e não profissionais; etc
Pode parecer exagero, mas é comum eu receber na agência e-mails de pessoas ou ter seguidores no twitter que colocam em seus perfis que são Designers e todos com denominações parecidas. Vamos ser sinceros: isso “queima o filme”. Se você não gosta do seu nome, procure um que lhe traga credibilidade ou, no mínimo, não comprometa sua imagem, dando a impressão que você é um profissional imaturo, baderneiro ou algo até pior.
Outro dia recebi um panfleto virtual de uma candidata a Deputada Federal que me fez pensar exatamente nisso, em como o nome é importante para dizer quem é você. Vejam abaixo:

Se você conhece a pessoa acima, então você certamente não teve a mesma impressão que eu e várias pessoas que eu mostrei a propaganda… De imediato me perguntei “Afinal, quem é Pupi Crystel?” (porque no flyer dela não se diz nada, partindo-se do princípio que ela é muito conhecida) e confesso que não pude deixar de fazer a conexão imediata que ela fosse uma atriz pornô, já que uma atriz famosíssima no meio foi Sylvia Crystel.
Fiz uma pesquisa no Google e descobri que é uma cantora pop que tem um programa na TV Record de Minas. Viram um caso de como um nome pode fazer você ter uma imagem errada da pessoa?
Existem também casos em que o próprio nome não ajuda… Conheço uma Kitilaine, que tem um importante negócio. Fala sério, quem leva a sério alguém com o nome de Kitilaine? Não é culpa dela, foram os pais delas que a batizaram assim e, certamente (como ela mantém o nome), ela deve gostar, ostentando como algo “diferencial”. Mas é um nome que passa uma certa imagem infantilizada, não dá credibilidade. Se eu fosse contratada para assessorá-la a montar sua empresa, desde o começo, eu sugeriria criarmos um nome profissional.
Características de um nome profissional:
- Pode ser simples = João, José, nada é descartado só por ser simples;
- Deve diferenciá-lo de outros profissionais = José Luís não seria bom, pois pense quantos profissionais pode haver com o mesmo nome. O melhor é casar com um dos sobrenomes;
- Tem sobrenome que não ajuda muito, não diferenciando em nada. Tenho um ex-sócio que é Santos, mas que adotou o Serginho Santos, o que criou sua diferenciação;
- Não utilize expressões que remetam a outras atividades, principalmente às ligadas a laser (Luiz Paintball, André Havy Metal) = pode desagradar seus cliente e dar uma impressão pouco profissional a respeito de você;
- Evite siglas = não são boas de gravar, nem de falar, não conseguem boa aderência (fixar na mente das pessoas), não projetam seu nome, etc. JB Artes: só seria legal se você é conhecido pelo nome de JB, senão você está solidificando um nome que não é o seu; e tem siglas piores, que nem têm relação com o nome, ex.: DBCF, o tipo de nome que todo mundo tem que viver perguntando “o que é isso, o que quer dizer?”, ai você dá a explicação “Design Bom Cliente Feliz” = parece legal quando você cria, mas é desnecessário, explicação demais, pra importância de menos;
- Evite termos estrangeiros = acredite, o que parece “bacana” acaba dificultando quando você vai falar seu nome para a recepcionista, porteiro ou telefonista, que nunca entendem e você tem que soletrar. E alguns clientes acham termos em inglês coisa de gente “metida”, de quem quer parecer, sem ser. Eu sei bem o que é isso, pois minha agência chama-se NewMídia e todos esses anos vi porteiros e atendentes escreverem Nil Mídia (deve ser a empresa do Nilton – rs); e
- Excelente se o nome for sonoro e tiver boa aderência (pregnância) = um nome que “cola” no ouvido, quase como uma rima, algo que “casa”, enfim, seria perfeito.
Usar ou não o termo Designer associado ao seu nome é opcional. Mas é opcional MESMO, ou seja, o ideal é que seu nome por si já seja gravado na mente das pessoas (clientes, clientes potenciais, concorrentes, colegas, etc), independente do Designer, ai você decide quando quer ou não utilizar esse termo: em seu material de papelaria, site, etc.
Se existe a possibilidade de que seu nome vire também o nome de sua empresa, com firma aberta e tudo mais, o ideal é que você pesquise se o nome está disponível no site do INPI, na base de marcas (se o link não entrar, vá em www.inpi.gov.br, clique na aba “pesquisa”, depois “marca”), sendo que sempre que for pesquisar escolha a opção “pesquisa radical“, que aparecerá outros nomes que tenham coincidência mesmo com partes do nome que você está querendo. Atenção, termos como “Design” ou “Artes” agrupados ao nome não contam para diferenciação de uma marca, sendo consideradas denominações comuns, ou seja, se o restante já existe registro, então não adianta querer diferenciar com um termo desses.
Uma última dica, já reserve tudo com seu nome, em todos os locais/canais que potencialmente você venha a trabalhar, como:
- Domínio (endereço para seu futuro site/portfólio) = no Brasil se faz a reserva do domínio no Registro.br, mas é contratar um provedor;
- Com o domínio você já poderá fazer uma conta de e-mail “bacana”, com o seu endereço, pois é bem melhor passar para um cliente o endereço de e-mail fale@andersondesigner.com.br;
- Twitter = canal super importante para você reservar com seu nome;
- MSN = um importante canal de contato com clientes;
- Skype = muitas empresas estão aderindo ao Skype para falar com toda sua cadeia de fornecedores;
- Fliker = você pode nem usar, mas será melhor se o seu nome for seu e não de outro;
- Orkut e Facebook = idem anterior;
- E-mails gratuitos = melhor que ninguém possa utilizar o mesmo nome profissional seu, não é mesmo? Então entre no IG, Hotmail, Gmail, Globo, enfim, todos que oferecem e-mail gratuito e já reserve o e-mail com o seu nome, que ninguém usará esses;
- E sempre que surgirem novidades (portais, ferramentas de acesso, serviços) tente correr na frente para já reservar seu nome.
Sei que essa postagem ficou longa, mas não dava para parar o assunto pela metade. Qualquer dúvida, deixe comentário, mas já aviso NÃO POSSO DECIDIR POR VOCÊ QUE NOME VOCÊ DEVE USAR – rs.

20 "parpite"
1.
Talita Pagani publicado em 26 de agosto de 2010 às 8:34
Mais um post "tudibão" mesmo :D
Realmente, essa questão de escolha para um nome a ser utilizado, vamos dizer, comercialmente, faz toda a diferença.
No meu caso, eu não utilizo meu último sobrenome (Britto) porque é muito comum (basta googlar Talita Britto pra ter uma ideia), então optei pelo sobrenome da minha mãe, pois é mais chamativo e traz um diferencial. E meu domínio, twitter, facebook, etc, são todos Talita Pagani. Mas vai explicar isso para o meu pai, ele falou que estava errado porque eu tinha que usar sempre o último sobrenome, rsrs
2.
Silvia Zampar publicado em 26 de agosto de 2010 às 8:42
É engraçado isso… Vivemos numa sociedade patriarcal, onde os homens acham perfeitamente natural suas esposas abandonarem os sobrenomes de seus pais e usarem o seu (já vi mulheres TENDO, obrigatoriamente, de pegar o sobrenome do marido, que havia ficado "de bico" qdo ela disse que não queria mudar o seu nome no cartório).
Infelizmente eu costumo dizer às minhas filhas (só tive meninas – rs) que mulher inteligente é aquela que faz o marido pensar que é uma decisão dele, aquilo que na verdade é o que ela decidiu – rs
E vamos em frente…
3.
Adriano Trenahi publicado em 26 de agosto de 2010 às 9:15
Eu gosto do meu nome ;)
Embora seja dificil para as pessoas pronunciarem o sobrenome corretamente haha
4.
Silvia Zampar publicado em 26 de agosto de 2010 às 9:43
Seu nome não é difícil de pronunciar quando lemos, mas o duro é vc falar por telefone e a pessoa do outro lado escrever certo – rs
Provavelmente escrevem TRENARI – rs – mas é só deixar pra lá…
5.
Jussara Perdigão publicado em 26 de agosto de 2010 às 14:40
Adoro o meu nome, mas até a adolescência foi meio difícil aceitar, por causa das piadinhas sem graça e nada originais (e acredite, até hoje ainda fazem a mesma piada com meu sobrenome: "é Perdigão ou Sadia?" aff…). Mas, depois de várias tentativas, já adulta resolvi simplificar a coisa e usar só o nome e o sobrenome mesmo (nem queira saber meus nomes do meio). Acho que ficou até mais bonito… rsrsrs… Enfim, tenho muito orgulho do meu nome. ah, e eu não sou dona da Perdigão… hehehe..
6.
Hugo Oliveira publicado em 26 de agosto de 2010 às 14:46
De grande importância esse post. Comercialmente isso é válido e na prática ocorre tudo o que você descreveu. Gostei muito!
Eu utilizo a inicial do meu nome por extenso (Agá), mas quando criei a minha conta no Twitter tive que colocar a letra H no final do nome (Agáh) pois já existe um, sem o H. Na minha opinião ficou mais personalizada ainda. No Gmail quando dou o meu endereço a pessoa ainda fixa no H (oliveira.h).
Abraços Sílvia!
7.
Silvia Zampar publicado em 26 de agosto de 2010 às 15:18
Mas aposto que vc tem dificuldade qdo fala o nome de sua empresa por telefone, tendo que soletrar…
Realmente vc personalizou bem o nome, só que nem tudo tem só o lado bom – rs
Eu trabalho com uma agência de modelos de Campinas que é CEDABLIU (CW por extenso), mas eles vivem tendo que soletrar, que já ouvi – rs
8.
Silvia Zampar publicado em 26 de agosto de 2010 às 15:19
Essas piadinhas são um saquinho. Minha filha, p.ex. tem o apelido na faculdade de Pavê (eles colocam apelido nos bixos, assim que entram, e isso fica valendo pra sempre). A piadinha é sempre a mesma: "é pavê ou pa comê?" – ai ai… como as pessoas são insuportáveis – rs
9.
Hugo Oliveira publicado em 27 de agosto de 2010 às 11:21
Realmente eu tenho que falar "agá por extenso" senão entendem/escrevem "H" rs rs rs
O caso da Cedabliu creio que complica mais devido eles ter juntado duas letras… mas enfim… "assim caminha a humanidade…"
10.
Silvia Zampar publicado em 27 de agosto de 2010 às 15:40
Não se pode querer tudo, não é mesmo? Diferenciação e ainda ser fácil de escrever, fixar… Ai já é demais – rs
11.
Adriano Trenahi publicado em 30 de agosto de 2010 às 9:08
É dificil mesmo, já me apareceram várias pérolas, Trenai, Trenarri, Tregnahi, Trenari como vc citou, e quando uso meu nome do meio que é Anjos, já surgiram perolas como Santos(ta tudo no ceu mesmo), Sanjos, Samos etc… mas como vc disse, é só deixar pra lá mesmo haha
12.
Silvia Zampar publicado em 30 de agosto de 2010 às 9:26
Cada coisa bizarra, não é mesmo?
Eu me perguntam: é ZÂMpar ou ZamPÁR?
Respondo: tanto faz, não muda nada – hahahahaha
13.
Cid Antonio publicado em 06 de setembro de 2010 às 13:39
Interessante esse assunto, eu preferi usar designer junto ao meu nome que tem o d mudo olha o resultado = cidesigner uso assim também no meu email, tive sorte de ser registrado com o nome de uma celebridad Jornal nacional, lembra? ele mesmo Cid Moreira, privilégio também por ter a voz um parecida com a dele rsrsrs, sério estou pensando em explorar esse potencial.
14.
Silvia Zampar publicado em 06 de setembro de 2010 às 19:30
Opa, se vc tem a voz dele: está perdendo tempo como designer – hehehe
Vai gravar uns CD's pra igrejas evangélicas, lendo a Bíblia – rs
15.
rrm32 publicado em 07 de setembro de 2010 às 18:12
Prezada Silvia,
Parabéns pelo post!
Vi que você falou na questão do INPI, cabe salientar que a pesquisa é bem mais complexa do que achar algo "igual" ou não, há outros fatores que podem comprometer uma marca que não tem outra "igual" registrada como há também a possibilidade de haver duas ou mais marcas iguais registradas, não vou me alongar porque seria um outro post, mas se quiser posso escrever um artigo sobre isso para o TuDiBão.
Atenciosamente,
Rudinei R. Modezejewski http://www.e-marcas.com.br http://www.lexperfecta.com.br http://www.direitoenegocios.com
16.
Silvia Zampar publicado em 07 de setembro de 2010 às 18:51
Isso mesmo, uma busca no INPI é algo bem mais complexo, que eu conheço bem também, mas não quis detalhar aqui, já que não era esse o mote desse post.
Mas tenho programado aqui para fazer uma postagem futura, onde pretendo mostrar o passo a passo para se fazer a busca, as diversas classes, quando é aceito ou não duas marcas registradas.
Claro que não sou uma especialista, como parece-me que você é. Portanto, se tiver interesse em fazer uma série sobre esse assunto aqui no TuDiBão, será muito bem-vindo. Me envie um e-mail para combinarmos detalhes.
17.
rrm32 publicado em 07 de setembro de 2010 às 20:06
Prezada Silvia,
Será um prazer colaborar! Só adianto que um bom analista (pessoa que pesquisa marcas) leva, em média 2 anos para estar qualificado, ou seja, por mais que indiquemos alguns pontos importantes, será impossível passar todo o conhecimento em um post.
Falo isso porque as vezes criamos expectativas demais nos leitores (ou eles mesmos as criam), não existe uma receita de bolo simples, entretanto podemos ensiná-los a evitar os erros mais comuns.
Atenciosamente,
Rudinei R. Modezejewski http://www.e-marcas.com.br http://www.lexperfecta.com.br http://www.direitoenegocios.com
18.
Silvia Zampar publicado em 08 de setembro de 2010 às 13:38
Você está corretíssimo, não podemos criar a impressão que a pessoa conseguirá cobrir tudo no que se refere a uma marca (é bom deixar sempre isso claro em cada post), mas ajudar os "perdidos" já é uma grande coisa.
Aguardo seu e-mail.
19.
Viviane publicado em 04 de dezembro de 2010 às 22:55
Uma amiga me disse que usa a letra "h" no final do primeiro nome,ela disse que depois disso a vida mudou em todos os termos pra melhor, posso usar tbém? qual o siginificado?
20.
Silvia Zampar publicado em 05 de dezembro de 2010 às 9:56
Viviane, tem doido pra tudo e eu não estou aqui pra julgar nada, nem ninguém, mas já que pediu minha opinião neste blog.
Eu não acredito nessas baboseiras que uma letra, a soma dos números de cada letra que compõem seu nome (numerologia), astrologia ou qualquer baboseira farão a menor diferença para seu sucesso profissional pessoal ou de sua empresa.
Acredito que o que leva alguém ao êxito é a dedicação, estudo, aperfeiçoamento e muiiiiiiiiiiiiiito trabalho.
O resto é crendice. Mas essa é a minha opinião.
Acredito, ainda, que se a pessoa acha de verdade que uma letrinha muda tudo, isso, psicologicamente, pode até funcionar. Mas estava na cabeça da pessoa, e não na letrinha.