Resolvi me profissionalizar… – parte 1
Olá, Pessoal!
Hoje venho falar para vocês sobre algumas questões que geralmente ficam em segundo plano: a burocracia envolvida na profissionalização.
Bem, nossa história começa quando o ilustrador amador resolve se tornar um profissional. Para isso não há necessidade de se associar a nenhuma entidade ou sindicato, porém profissionalizar-se não é apenas passar a cobrar por seus trabalhos.
Veja bem, estou pensando em alguém que resolve atuar regularmente no mercado (seja qual for), prestando serviço a editoras, agências de publicidade ou diretamente com empresas.
O primeiro problema que vamos abordar é a emissão de notas fiscais. Clientes médios e grandes exigem nota fiscal, impreterivelmente. Clientes pequenos ou informais aceitam trabalhar sem nota, porém isto também pode representar uma garantia a menos ao ilustrador.
Há duas formas de emissão de nota:
- RPA: (Recibo de Pagamento a Autônomo) conhecido como um tipo de nota, mas dificilmente aceito devido a grande tributação e encargos (para o cliente – já que ele quem paga o imposto); e
- Nota Fiscal de Pessoa Jurídica: sujeita a uma tributação menor (comparando-se com a RPA), impostos esses pagos pelo profissional emissor da NF.
A tributação da nota varia conforme o enquadramento da empresa emissora junto ao Ministério da Fazenda, verificado pelo seu código CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) e te confere um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Não vou entrar muito no processo agora - para maiores informações, procure um contador. O problema é que para se conseguir o CNPJ e poder emitir nota fiscal, o ilustrador terá que abrir empresa, sendo preciso contratar um escritório de contabilidade que cobra aproximadamente R$ 600,00 pela abertura e mais meio a um salário mínimo por mês de manutenção, ou seja, um custo de fixo de R$ 255,00 a R$ 510,00.
Outra alternativa é apelar para o programa MEI (Micro Empreendedor Individual), através do qual o profissional pode obter um CNPJ de forma simplificada, sem precisar de contador, emitir nota fiscal, mas fica limitado a um rendimento anual de R$ 36 mil (R$ 3 mil por mês).
Muitos ilustradores optam por não ter um CNPJ próprio, operando na informalidade ou “comprando” nota (procedimento no qual um profissional pede a outro que emita nota, arcando com o imposto e, as vezes, um ágio – comissão). Particularmente, acho um procedimento ruim, válido por um tempo enquanto o profissional se estabelece, mas que deve ser abandonado quando houver melhora.
Ter empresa e um CNPJ próprio não é um gasto inútil ou frescura (como já vi afirmarem). Através dele você consegue entrar em grandes clientes que não aceitam notas “compradas”. Seu crescimento como profissional vai revindicar um CNPJ !
Outro aspecto que a abertura de empresa propicia é uma conta bancária de pessoa jurídica, através da qual você tem controle sobre a entrada e saída do capital de seu estúdio de ilustração e pode emitir boletos de pagamentos para seus clientes (o que aumenta a garantia de receber, pois os boletos são protestáveis).
Semana que vem, continuo com este assunto falando sobre contratos e orçamentos.

7 "parpite"
1.
Iderlando publicado em 20 de agosto de 2010 às 14:29
Muito boa iniciativa, Mario. Vou ficar ligado aguardando as próximas atualizações.
2.
Sergio Cardoso publicado em 01 de setembro de 2010 às 18:52
Oi Mario tudo bem, deixa tirar uma duvida, a profissao de designer, webmaster ou webdesigner é possivel de ser pelo programa MEI ? pq visitando o site pelo que entendi não é possivel nao, queria te pedir maiores informacoes se possivel. mto obrigado.
3.
Mario Mancuso publicado em 03 de setembro de 2010 às 15:33
Olá, Sergio
Tenho uma amiga designer q entrou no Mei (não sei como). Porém, o alvo do MEI são profissionais informais de outras áreas diferentes da nossa, que tem um rendimento menor. Lembro q o MEI permite somente até R$ 3000,00 por mês, o que não é um valor alto. Maiores informações, recomendo procurar um contador especializado.
abs
4.
Riccardo Benetti publicado em 17 de setembro de 2010 às 16:48
Olá Sergio e Mario,
eu sou webdesigner e não consigo ser ME (Micro Empresa) e nem consigo entrar para o Simples Nacional (menos imposto) pois para me enquadrar no Simples Nacional é preciso ter funcionários no modelo CLT (contrato em carteira), esta é a contrapartida que o governo pede, ou seja somente grandes empresas conseguem estes benefícios, as pequenas empresas como eu pagam mais imposto.
Alguns até burlam a lei e tornam-se micro empresa, mas não emite nota fiscal como desenvolvimento de sites e sim como Processamento de dados, o que configura fraude e sonegação de impostos.
5.
Alan Camilo publicado em 18 de janeiro de 2011 às 9:48
Olá Mario, sou ilustrador e design gráfico e estou precisando me formalizar, ouvi dizer que algumas pessoas conseguiram pelo MEI. Se alguém saber qual a categoria por favor postem aqui ou responda no meu email: lan.camilo@hotmail.com
Desde já agradeço!
6.
Fabiana Signorini publicado em 17 de março de 2011 às 21:58
Vou aproveitar a deixa da pessoa de cima.Olá Mario, sou ilustradora e artista plastiva e estou precisando me formalizar, ouvi dizer que algumas pessoas conseguiram pelo MEI. Procurei ler sobre o simples, micro empresa e o MEI e fi quei sem sabr o que fazer uma ve que não achei uma categoria com afinidade com a profissão
As mais próximas seriam:
artesão
webdesigner
fotógrafo
Se alguém saber qual a categoria por favor postem aqui ou responda no meu email: fafadibelo@yahoo.com.br
Desde já agradeço!
7.
Mario Mancuso publicado em 21 de março de 2011 às 8:45
Fabiana, a informação que tenho é q o MEI não é destinado/ adequado a ilustradores. Até pela limitação de ganhos, ele já não se enquadra como ideal. Contudo, existem várias categorias dentro do CNAE nas quais é vc pode se encaixar. O ideal, altamente recomendavel, é procurar um contador, até pq não é muito recomendavel ter empresa sem contador.
Conheço gente q partiu para o MEI sem a devida orientação (não conte com o site ou o tel de ajuda) e se arrependeu.
abs