Material Impresso: Investimento ou Custo?
Uma determinada empresa quer contratar você ou sua empresa para fazer um trabalho promocional. O cliente pergunta: “Quanto custa para fazermos essa promoção de midia impressa?”
O que você responde?
Se estamos falando de promocional já não se trata de custo, mas sim será um investimento.
O retorno vai depender do trabalho e conhecimento de sua equipe e você precisa se dedicar e pesquisar a fundo o que seu cliente quer para garantir-lhe esse retorno.
Mídia impressa geralmente é um trabalho para fazer a fixação de imagem/marca do cliente, uma promoção para aumento de vendas ou, ainda, para buscar novos clientes.
Tudo isso é um trabalho de grande responsabilidade que algumas agencias de publicidade não conseguem passar ao cliente, valorizando seu trabalho e justificando o valor do trabalho. Muitas vezes não conseguem porque o cliente já começa pressionando e dizendo que não tem dinheiro para “gastar”, em outras é por falta de conhecimento de quem está oferecendo o trabalho e/ou fazendo o atendimento ao cliente (a Denise tem comentado muito aqui no blog da importância do Atendimento).
Eu, com toda certeza, diria ao cliente: “Se você quer fazer uma campanha e diz que não tem dinheiro não tem como fazer o trabalho, é necessária uma verba viável para que o projeto tenha sucesso para você e para mim”.
Este trabalho não pode ser considerado custo, mas sim um investimento, é isso que você tem que insistir, pois só assim o cliente acredita e paga o que é justo e, você sendo capaz, com certeza será sucesso.
Por isso quem acha que é só fazer um curso de Corel e sair ganhando dinheiro, vai quebrar a cara. Infelizmente (ou felizmente, para os bons profissionais).
Encerro com uma frase que acho bem pertinente: “Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história”.

7 "parpite"
1.
Silvia Zampar publicado em 04 de agosto de 2010 às 11:19
Bem, sei que muita gente acha que essa história de não falar em "custo", m as sim em "investimento" é mais uma enrolação no cliente do que algo concreto.
Já houve um leitor que falou uma vez aqui no blog que o trabalho dele "custa" sim, assim como custa um curso.
Acho que tudo começa por ai, pelo pensamento de quem está ofertando o serviço. Se você mesmo considera seu trabalho um custo, mesmo que vc não diga isso para o cliente, ele irá pensar da mesma forma.
Eu não considero que um curso tenha um custo! Existem os "valores" da parcela, mas cursos, quando bem escolhidos dentro do que gostamos e que irá abrir oportunidades para nós, é SIM um investimento, assim como meu serviço, pois o cliente está contratando o serviço de alguém que irá fazer um estudo dentro do que ele precisa, ver como ele poderá ter retorno com aquele trabalho, alguém que não vai (simplesmente) lhe entregar uma arte "bonitinha", que não é o que ele precisa.
Sempre falo pros meus alunos: cliente não precisa de uma arte "bonitinha", ele precisa que se cumpra os objetivos propostos para aquele job, ou seja, se ele quer vender mais, é isso que precisa ocorrer; se ele quer fixar sua marca, idem.
Arte bonitinha que não cumpre o objetivo é SIM um "custo" e só serve pra portfólio ou pra ganhar prêmio pra agência (e não para o cliente).
2.
Roberto Marchesoni publicado em 04 de agosto de 2010 às 10:18
Ola amiga, como podemos chamar de custo um investimento que irá trazer lucros, independente se financeiro, em um número maior de clientes ou em fixação de imagem?
Custo é uma coisa investimento é outra.
Por exemplo a empresa que contrata seu trabalho não coloca no centro de custo da empresa o que te paga, isso sai da parte do investimento, ou seja, parte do lucro da empresa é destinado à propaganda.
Ex: a Coca-cola investe 2 cents do lucro de cada produto vendido em propaganda.
Será que agora se consegue separar investimento de custo?
Outro exemplo, esse do meu ramo, uma gráfica colocava no seu custo o caseiro da chácara e o custo da lancha na praia, e ai o cliente que compra o impresso paga isso.
3.
tudibao publicado em 04 de agosto de 2010 às 13:43
Ah, legal, vc já deu até o exemplo mais prático, pra quem mexe com finanças isso é meio óbvio, mas como somos da área de humanas, mantemo-nos longe de contabilidade e dos números (só as contas que se recusam a se manter longe da gente – rs).
De forma prática temos:
- Custo (ou Custo Fixo): o que se tem que pagar, obrigatoriamente, tenha-se ou não entrada financeira a empresa. Neste se incluem conta de água, luz, telefone, banda larga, produtos, insumos, folha de pagamento. Você lucre ou não, tem que pagar essas contas.
- Investimentos: aquilo que se aloca dinheiro, mas que trará um benefício. É uma decisão, não uma obrigação (ou seja, você decidiu investir, portanto deve saber que irá dispender dinheiro, fazendo um planejamento financeiro para isso). É o caso de uma reforma no prédio, ampliação, aquisição de equipamentos.
4.
ROberto Marchesoni publicado em 04 de agosto de 2010 às 10:53
Isso ai mesmo Silvia.
Isso é que não deveria ser necessário falar ao cliente, mas às vezes ele sequer sabe o que é custo fixo ou variável ou ainda de onde prover os investimentos necessários.
Essa é uma discussão grande em nosso pais, onde a maioria das empresas são de pequeno porte e poucos sabem elaborar custos. E, pior que isso, não reservam nada para investimentos.
5.
Marcio publicado em 04 de agosto de 2010 às 11:39
Gente… E o valor da idéia, aonde entra? Grafica? Produção? E quem realmente criou o conceito e a direção da comunicação? este deve se rebaixar e adequar aos custos da casa de praia do cliente em vez de cobrar por sua ideia, por uma ação que certamenete irá trazer mais lucro para esse cliente? Isso Tabela, de nenhum orgão pode regularizar, certo, porque o valor da ideia deve ser compativel com o mercado e não com o que o cliente "quer" pagar… estou…?
Marcio Giudice
6.
tudibao publicado em 04 de agosto de 2010 às 14:54
Você está certíssimo em tudo que falou.
É o que achamos, que o cliente que quer fazer esse tipo de trabalho, que envolve tbm toda a parte de conhecimento do profissional que está contratando, coisas que não são tangíveis, mas que se tem que contratar consciente que existe um valor diferente pro "Zé do micro" e pra quem estuda e faz bem o seu trabalho.
Tanto a criação (trabalho intelectual) como a produção (trabalho mecânico) fazem parte do investimento.
O "choro" é um vício do empresário brasileiro, mas nós temos que saber mostrar pro cliente o que ele está querendo contratar e que é um investimento, sendo que nessa área certamente o barato sai bem caro.
7.
Roberto Marchesoni publicado em 05 de agosto de 2010 às 10:15
Bom dia Marcio
Rebaixar, essa palavra não deveria existir em comércio, cada um tem seu custo e todos deveriam saber o que cobrar por um trabalho, mas nesse ramo, infelizmente, está um caos.
As faculdades estão preocupadas em negócio e não em ensino, ai a maioria recebe seu diploma, compra um micro, coloca na cabeceira da cama e monta sua “EUGÊNCIA” e vende serviço (não presta serviço), sendo que isso não é um trabalho profissional, e, pior, alguns clientes achando levar vantagem contratam esse profissional.
Na maioria das vezes só descobre que o barato saiu caro depois que já pagou parte do serviço e não consegue ter um material de qualidade.