05 de julho de 2010
Silvia Zampar

Jornais – Papéis e Formatos

Essa semana vou fazer um especial “jornal”, onde, a cada dia desse semana, pretendo apresentar uma informação a respeito desse veículo: os Papéis e Formatos existentes (abaixo), como é comercializado o espaço de anúncio, formatos especiais de anúncios e outras formas de colocar propaganda em jornal, sem ser através de anúncio.

Primeiramente vale a pena falar que jornal trabalha com impressão offset (o nosso colunista Roberto Marchesoni ainda vai explicar como isso funciona), mas, ao contrário das gráficas convencionais que trabalham com folhas de papel em diversos tamanhos para impressão em máquina plana, as gráficas de jornais trabalham com bobinas de papel enormes, que são impressas em máquinas rotativas (clique aqui para assistir um vídeo de um parque gráfico de jornal).

Você pode me perguntar “Então não posso imprimir um jornal em uma gráfica convencional, que só tenha máquinas plana?” Pode, desde que você respeite os limites da folha, fazendo uma medida deste jornal que dê aproveitamento dentro da folha, se informando antes com a gráfica se ela trabalha com impressão da folha inteira ou meia folha. Ah, só que as gráficas de máquina plana não trabalham com papel jornal, nem LWC (falo abaixo destes), você terá que optar entre offset ou couchê.

Tipos de papel para jornais: Existem vários papéis, mas alguns são inclusive importados, por isso pouco utilizados, sendo que os mais usados são:

  • Papel jornal: o mais utilizado (até por ser o mais barato), que vemos na maioria das publicações de grande circulação;
  • Papel offset: é a folha branquinha, igual o papel que você utiliza em sua impressora, sendo que em gráfica o mais utilizado é o offset 70g, geralmente utilizado para cadernos especiais ou jornais de empresas; e
  • LWC: tem um leve brilho nos dois lados do papel, lembrando um pouco o Couchê, sendo mais utilizado por jornaizinhos promocionais de grandes magazines (Casas Bahia, Carrefour) por ter uma aparência melhor.

Quanto ao Formato, são três os comumente utilizados para jornais, a saber:

Formato Standard

É a medida mais utilizada nos grandes jornais, pois aproveita o máximo da área da chapa de impressão das máquinas offset.

Nesse formato a mancha gráfica da página (área onde se imprime textos e imagens) mede 52,5 x 29,7 cm (existem variações nos diversos jornais impressos nacionalmente), sendo que a área total de papel (com bordas brancas) depois de impresso é de 56 x 32 cm. Há alguns anos tentou-se uma padronização da altura da página (área impressa) nessa medida, pois sempre foi muito complicado para as agências de grandes anunciantes terem que mudar a medida do anúncio para cada jornal que seria veiculado.



Aspectos positivos: Espaço amplo para matérias, parece mais imponente (por ser grande), pode ser dividido em cadernos.

Aspectos negativos: Só pode ser impresso em editoras de grande porte e, por isso mesmo, só compensa rodar se for uma tiragem muito grande (acima de 30.000, pelo menos); devido seu tamanho que é grande, o manuseio pelo leitor é mais restrito (difícil ler em ônibus, p.ex.); pelo formato maior, o custo com envio por correio também é maior; exige grande volume de matérias.

Formato Tabloide

Formato utilizado para cadernos especiais encartados nos grandes jornais e alguns jornais que são distribuídos em ruas, sendo que este formato é resultado da divisão do formato Standard em duas partes (é a metade do formato).

Nesse formato, a página possui uma mancha gráfica de 26,5 x 29,7 cm (existem publicações com variações), entretanto existem variações desse formato. O papel total de duas páginas impressas (página espelhada) é de 56 x 32 centímetros (como se pode observar, a mesma medida da página Standard).

Aspectos positivos: é um formato ideal para se encartar em jornais de grande circulação que sejam no formato Standard, pois se encaixa facilmente no jornal dobrado (por serem a metade dele), por ser menor é mais fácil se conseguir completar com notícias, podendo ser impresso em gráficas de pequeno ou de médio porte. Seu custo para postagem é bom (por ser menor que o Standard) e é mais fácil de ser manuseado pelo leitor nas diversas situações (inclusive em transporte público).

Aspectos negativos: não funciona quando se tem textos longos; pelo seu processo de produção só pode ser produzido em UM caderno (dois terá o preço dobrado, já que o trabalho é maior).

Formato Berliner

Formato criado na Europa e introduzido recentemente no mercado nacional, sendo que sua utilização vem crescendo por questão de economia e praticidade para o leitor.

É um pouco mais alto que o tabloide e esse formato traz um melhor aproveitamento do papel, sendo a mancha gráfica de por página de 24,5 x 40cm (podendo haver variações) e a área total de papel de cada página é de 28 x 42 cm.


Aspectos positivos: É um formato que tem menor custo para impressão, já que tem a largura do tabloide (portanto são impressos dois exemplares lado a lado, na área da chapa; é extremamente prático para o leitor, por ser menor, podendo ser manuseado na rua, no transporte, etc. Aqui em Jundiaí temos o Jornal Bom Dia (ao lado) que migrou para esse formato e apesar de no início acharmos que não daria certo, hoje, como leitora, posso afirmar que é muito mais prático (até estranho pegar os outros jornais local que são Standard).

Aspectos negativos: formato que necessita se repensar o volume de informação (tem-se que trabalhar pensando em uma diagramação de tabloide, com menos texto); além disso ainda são poucas gráficas que sabem (e querem) trabalhar com esse formato e têm as informações a respeito de medidas para passar às agências.

Algumas informações via Design Editorial, do profissional da área (e também leitor do TuDiBão) Rich Marvin.

20 "parpite"

1. Tweets that mention Jornais – Papéis e Formatos -- Topsy.com publicado em 05 de julho de 2010 às 8:57

[...] This post was mentioned on Twitter by Alexandre Nagado. Alexandre Nagado said: RT @TuDiBao: A @SilviaZampar começa hj série falando sobre jornal. O 1º é sobre papéis e formatos, confira http://tudibao.com.br/?p=11572 [...]

2. Vagner Pereira publicado em 05 de julho de 2010 às 21:23

A postagem esta ótima e o assunto muito interessante. O que achei mais legal é a possivel união entre o Standard e o Tabloide, assim, como disse, o Tabloide tem um encaixe perfeito dentro do Standard, então quando o leitor estiver mais acomodado pode ler o jornal com tamanho maior, caso não esteja, acompanha o Tabloide.

Não tenho o hábito de ler jornal, mas quando estou com um em mãos não leio metade das informações que estão nele. Sempre achei que se um jornal tem cadernos separados por assunto, eles deveriam ser vendidos por parte também, ora, se não quero me informar de tudo, compro apenas o que me interessa. Aleas, deveria haver duas opções, a compra por caderno ou o jornal inteiro com todos os assuntos. Ou há algum que faça isso?

3. tudibao publicado em 06 de julho de 2010 às 12:58

Na verdade grande parte dos jornais já faz essa composição mista de cadernos tabloide dentro do standard (geralmente cadernos especiais, de datas específicas, ou segmentado em negócios, infantil, moda, etc).
Existem jornais totalmente segmentados, por exemplo o Primeiramão, que é um jornal só de classificados.
Mas para os jornais convencionais essa ideia não funcionaria, já que eles diminuiriam o número de leitores total, rachando entre as diversas publicações segmentadas, o que também não seria interessante para o anunciante, que deixaria de colocar sua verba ali (pense, hoje, vc como anunciante, estria colocando seu anúncio numa publicação que tem 50 mil leitores, você investiria o mesmo se esse número caísse pela metade?).
E é a verba publicitária que sustenta toda a parte editorial do jornal. Faz parte.

4. Vagner Pereira publicado em 06 de julho de 2010 às 13:44

Hum… tem razão, mesmo que o leitor não goste do assunto tratado em determinada parte do jornal ele irá ver folhear e possivelmente ver os anúncios. Mas foi bom perguntar =] o/
My recent post Pinceladas de ideias – Salvador Dali

5. Silvana publicado em 15 de abril de 2011 às 15:13

boa tarde! Adorei esse seu blog, mas estou com uma duvida, fui convidada a ser anunciande de jornal, mas estou perdida, pois não sei de onde começara o jornal é de bairro mas abrange também o litoral…. a minha duvida é como começar o anuncio é preciso ter o nome especifico de cada anuncio.

Agradeço deste ja

siilvana

6. Silvia Zampar publicado em 15 de abril de 2011 às 20:54

Silvana, sinceramente não consegui entender sua dúvida.
O seu anúncio é voltado para seu público alvo e ponto. Esperemos, pelo menos, que esse jornal tenha dentre seus leitores o público que lhe interessa, senão não valerá a pena anunciar.

7. Daniela publicado em 24 de abril de 2011 às 21:40

Silvia, boa noite.
Pesquisando na internet encontrei seu texto, que alías, achei muito interessante.
Preciso de uma dica sua. Preciso imprimir um jornal de mentira, para um filme, e queria dicas de onde mandar imprimir. Preciso que o jornal fique o mais fiel possível.

8. Silvia Zampar publicado em 28 de abril de 2011 às 22:20

Para fazer a impressão de apenas um exemplar você teria que contar com uma gráfica rápida (alguns chamam de gráfica digital), mas não sei se eles têm como imprimir em papel jornal (geralmente seria um offset, no mínimo).
Outra opção que posso lhe dar é procurar o pessoal da Fine Papers <a href="http:// (http://www.finepapers.com.br/),” target=”_blank”> <a href="http://(http://www.finepapers.com.br/),” target=”_blank”>(http://www.finepapers.com.br/), que tem um serviço de produção para auxiliar empresas em pequenas produções, materiais diferenciados e exclusivos. Creio que eles conseguirão imprimir em papel jornal.

9. Raíza publicado em 25 de maio de 2011 às 17:19

Olá silvia! Bom eu sou estagiária de uma empresa, e eles me pediram para elaborar um tabloíde da empresa, só que não seu como começar não sei oq fazer pois o meu curso não é jornalismo

10. Silvia Zampar publicado em 29 de maio de 2011 às 11:38

Bem, vamos por partes, vc diz ser estagiária: de que? Vc cursa o quê e foi contratada para ser estagiária?
O trabalho de desenvolver um tablóide é de um designer gráfico, que "teoricamente" tem o conhecimeno para fazer um projeto gráfico para um jornal, revista, etc.
Não conheço o currículo de um jornalista, mas "em tese" esse recebe conhecimento para escrever as matérias e não para diagramar o jornal.
O correto seria você não tentar fazer algo para o qual não tem preparo, pois você pode "se queimar" caso o trabalho fique ruim.
Acho que a sinceridade tem que ser a linha que move toda negociação, incluindo a de patrão funcionário: exponha suas limitações para a empresa.

11. Raíza publicado em 30 de maio de 2011 às 12:33

Olá muito obrigada pela sua dica!
Eu sou estagiária de administração, bom a minha função é desenvolver um projeto para a elaboração de um tabloíde para a empresa. Mas obrigada pela sua dica eu vou conversar com meu chefe!

12. Silvia Zampar publicado em 31 de maio de 2011 às 17:47

Poxa, alguém da área de administração tem que ajudar nos processos administrativos e não fazendo um jornal. Mas eu entendo tbm que o empregador se acha no direito de pedir tudo (ou qualquer coisa) ao estagiário.

13. Domingos Américo publicado em 12 de setembro de 2011 às 17:37

Sou impressor, atuo a 25 anos na área grafica, sempre trabalhando com impressão de jornais, adorei está postagem relacionado aos formatos de jornais, muito interessante, poucos sabem desses formatos, hoje na grafica que trabalho em Ribeirão Preto nós imprimimos a maioria em formatos Berliner, este formato foi muito bem vindo na região de Ribeirão Preto, mas tb trabalhamos com os outros dois tipos de formatos, o stander e o tablóide.

14. Silvia Zampar publicado em 12 de setembro de 2011 às 20:55

Domingos, pra mim é muito importante receber a opinião de alguém com você, com conhecimento no assunto específico. Obrigada e agradeço sugestões que você possa nos dar para outras postagens.

15. Sandra Nunes publicado em 16 de setembro de 2011 às 11:20

Silvia sou estudante e estou pesquisando a história dos jornais e formatos. Será que vc pode infromar a bibliografia das informações acima? Nao encontro em nehum lugar ou libvro em português. Também, nao acho o início do Standard. EM que país surgiu, ano etc.. Do Tablóide sei que originou na Europa, mas tb nao sei onde exatamente e porque. Vo~ce consegue me ajudar nessa parte?
Grata pela informação já dada.

16. Silvia Zampar publicado em 16 de setembro de 2011 às 11:39

Sandra, não conheço bibliografia a respeito, nem consigo elucidar as dúvidas que vc tem e discorre acima, lamento.
Quanto a bibliografia desse texto, a maior parte dele foi escrita baseada em minha experiência de mercado (16 anos trabalhando com agência de propaganda), sendo que uma parte eu peguei no blog do Rich Marvin ( http://designeditoracao.blogspot.com/ ), que é profissional com experiência na área de jornais.

17. Lindinilto Matias publicado em 11 de outubro de 2011 às 21:42

Silva sou idealizador de um jornal e revista em meu estado, Piaui. porem estou encontrando uma certa dificuldade em fazer a diagramação da revista, nossa meta é ir longe,porem no momento me encontro só, para fazer tudo. me dê uma orientação quanto a isso por favor. abraços e fique na paz do Senhor

18. Silvia Zampar publicado em 12 de outubro de 2011 às 9:22

Para eu poder lhe dar uma orientação, por menor que seja, precisaria entender qual sua dificuldade.

19. Bruno Monteiro publicado em 18 de novembro de 2011 às 22:55

Silvia, sou Bruno Monteiro, em 2007 fiz curso basíco de designer, estudei corel, photoshop e page maker. Porém não dei continuidade em meus estudos nessa área, mas recente tive a ideia de criar um jornal com uma linguagem cristã, porém com fiz lucrativos, pois queria fazer dele meu trabalho, minha fonte de renda. Pois tenho uma companhia de motoboy, e sempre anúnciei em jornais locais, voltados para o comércio e indústrias. Ai vendo a carência nessa linguagem tive a idéia, será um semanal, não pretendo fazer um jornal de notícias, reportagens, acontecimentos, etc. Mas sim de mensagens, entrevista, telefones úteis, receitas culinária, classificados gratuitos, anúncio de empresas, etc. Na sua opinião é uma boa idéia, ou é uma canoa furada? obrigado aguardo resposta e idéas pra complementar, abraço. meu email: brunomonteiroramos@hotmail.com, se for uma idéia boa, espero que ninguém de minha região pegue como base, kkk.

20. Silvia Zampar publicado em 20 de novembro de 2011 às 11:27

Bem, primeiramente não precisa temer que alguém pegue sua ideia, já que ninguém sabe de onde você é. Além do mais, o mesmo projeto pode ser feito, simultaneamente por uma ou mais pessoas, sendo que pode ocorrer de todos afundarem (pela concorrência) ou que o melhor (mais competente, melhor projeto, etc.) seja o que fique, superando os concorrentes.
Pelo que você me apresenta o que você projeta para seu jornal tem muitos atrativos para o público, o que, consequentemente, atrairia anunciantes. Me pareceu confuso apenas você falar do "linguagem cristã", pois o resto do que você descreve não tem a ver com isso e, confesso, temo que direcionar para somente um público pode te afastar de outro (o que não tornaria mais seu jornal um veículo de massa = que atinge a todos, indistintamente) = isso é uma via de mão dupla, pode dar certo ou não.
Se é uma boa ideia? Muita gente ganha dinheiro dessa forma. Mas é também perigoso, pois é obrigatório que todo jornal tenha um jornalista responsável (que tenha MTB); tem-se que ter uma correção eficiente, pra não ficar escrevendo coisas erradas, nem propagando erros de português; e, como você quer abordar muitas coisa, também é necessário amplo conhecimento, ou grande equipe onde cada um tenha conhecimento numa área específica e seja responsável por seu texto. Ah, e simplesmente pegar textos de outros lugares para republicar (seja de internet, livros, jornais, revistas) é crime, pois é considerado plágio.
Então avalie tudo isso para depois não descobrir que o seu projeto que te fez afundar.

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