Jornais – Comercialização
Nesta semana estou fazendo um especial a respeito de jornal, onde cada dia falo sobre um tema diferente e ontem já falei a respeito dos Papéis para Jornais e Formatos existentes, hoje irei falar da Comercialização, como se contrata espaços publicitários em jornais.
Jornais são diagramados em colunas, sendo que a quantidade de colunas (e medidas) irão variar conforme o formato do jornal (Standard, Tabloide e Berliner) e também se é página de matéria (conteúdo editorial) ou classificados. Na parte de conteúdo editorial alguns jornais trabalham com 5 outros com 6 colunas, sendo que classificados podem ter de 8 a 10 colunas.
Numa mesma publicação pode haver, por padrão, variação na quantidade de colunas, como vemos no esquema abaixo, da Folha de São Paulo, onde a página 3 é diagramada em 5 colunas e as demais em 6:
A altura depende também do formato, de acordo com a área da mancha gráfica (área que é impressa), sendo aproximadamente de 52,5cm no formato Standard, 29,7cm no Tabloide e 38 a 40 cm no Berliner (sempre pode haver variações, de acordo com o jornal).
Os espaços para anúncios são então comercializados por colunas, sendo que contratamos “tantas” colunas (que queremos de largura) x “tantos” centímetros (da altura). Chamamos de cm/coluna (centímetro coluna), apesar de primeiro falarmos a medida da coluna, depois da altura em centímetros.
Aliás, aproveito aqui para passar uma informação a quem ainda não esteja acostumado ao padrão utilizado para se falar a medida de um trabalho: sempre devemos primeiro devemos falar (ou escrever) a medida da base, depois da altura, exemplos:
- Um folder A4 tem 210 x 297mm (largura, depois a altura)
- Um outdoor tem 9 x 3 metros (largura x altura);
- Um banner vertical: 1 x 2m; um horizontal: 4 x 1m.
No caso do jornal também falamos primeiro a medida da base, depois da altura, apesar do nome ser cm/col.
- Exemplo: um rodapé pode ser de 6 x 13 cm/col (são 6 colunas de largura e 13cm de altura = notem que os valores numéricos que falamos estão em ordem contrária do nome).


Conferindo nos exemplos que publiquei acima, temos:
- No Estadão, um rodapé: vemos que a diagramação de capa são 6 colunas, portanto trata-se de um rodapé de 6 x 8 cm/col;
- Na Folha, um anúncio na parte inferior: podemos confirmar a diagramação de capa deles com 6 colunas, trata-se de um anúncio de 3 x 13 cm/col (padrão que eles vendem na capa).
Os principais formatos comercializados (ou, pelo menos, os que têm um nome) são:
- Página Inteira (que pode ainda ser em capa ou contra capa de cadernos);
- Meia página;
- 1/4 de página (podendo ser no formato rodapé ou 1/4 considerando-se a página cortada em cruz);
- 1/8 de página (em vários formatos); e
- Módulo, sendo que esse pode ser nos mais diversos formatos aproveitando-se as colunas e com quantos centímetros se quiser de altura.
Alguns jornais só comercializam medidas padrão (definidas em cm/col, como no exemplo abaixo), o que facilita para que eles diagramem as páginas, incluindo os anúncios. Em outros jornais pode-se negociar a medida que se desejar, sempre baseando-se nas colunas do jornal (não é usual anúncio numa medida que ocupe, p.ex., 3 1/2 coluna, já que não daria para o jornal diagramar).

Pode-se (em alguns jornais) comprar uma página inteira (ou mais) e utilizar o espaço contratado dividido em espaços menores; podendo, ainda, contratar espaços diferenciados (falo mais disso na postagem de amanhã), que irão interagir com o conteúdo editorial (no meio de todo o texto), ou mesmo o que aqui na minha agência convencionamos chamar de rouba página, ou seja, um formato que ocupa um bom espaço da página, mas não é uma página inteira só com o anúncio, o que força o leitor do jornal a parar naquela página, lendo o conteúdo editorial e, consequentemente, ficando mais tempo exposto ao anúncio que ali dispomos.
Outras especificações para um anúncio:
- Localização: pode-se comprar em página determinada (capa, contra capa, capa de um caderno específico, classificado, página 3 – sendo que as páginas ímpares são as mais disputadas, assim como ocorre em revista) ou o que chamamos de Indet ou página indeterminada, que a equipe de arte do jornal diagramará onde melhor lhes convir; e
- Cor: o anúncio pode ser comprado color (4 cores – CMYK) ou, dependendo da localização do mesmo, somente em uma cor (P&B), pois existem páginas do jornal que não são impressas a 4 cores.
Para a compra (trabalho feito pelo Mídia), basta falar em termos de medida de cm/col, entretanto o Depto. de Criação precisa saber a medida da largura do anúncio, dada pela soma de coluna e espaço. Então, uma orientação: entre em contato com o(s) veículo(s) de comunicação de interesse e peça que lhe enviem o esquema de comercialização (formatos), com as medidas das colunas (como abaixo), já que cada publicação tem variações nas medidas e no que permite “quebrar” o espaço de anúncios.
Segue link caso queira dar uma olhada no esquema de comercialização da Folha de São Paulo e de um tabloide, o Jornal do Lar, que usei algumas imagens para ilustrar essa postagem.
Seguem alguns exemplos de anúncios bem criativos, mesmo mantendo-se dentro do “quadrado” do anúncio (clique e veja maior). Os dois abaixo são módulos inseridos em página de classificados de veículos, o primeiro com a mensagem “Se beber, não dirija” (note a bagunça) e o segundo que diz “Zafira 2,0 – o maior espaço interno da categoria”:
No próximo exemplo temos um anúncio no formato que chamo de rouba página, onde foi contratado um espaço de aproximadamente 3 x 48 cem/col, obrigando o jornal a colocar conteúdo editorial na lateral e topo do anúncio. Além disso a arte ainda foi feita simulando que existe uma interação entre matéria e anúncio da Claro.
Pra terminar meus exemplos, segue um anúncio bem interessante, onde, na verdade, foram contratadas duas páginas ímpares dentro do mesmo caderno, para apresentar um guarda roupa cuja porta é basculante (corre para o lado). Veja que interessante o efeito que conseguiram quando convidam o leitor a “deslizar para abrir”:
Leia amanhã o post sobre Formatos Especiais de anúncios e na 5ª feira o de outras formas de fazer publicidade junto à jornal.


15 "parpite"
1.
Vagner Pereira publicado em 06 de julho de 2010 às 14:12
É muita informação, tive que ler duas vezes para fixar o conteúdo, mas valeu a pena, assim como a postagem anterior, esta ficou ótima e muito bem explicada, nem deixou lugar para minhas dúvidas… rs =D
My recent post Pinceladas de ideias – Salvador Dali
2.
tudibao publicado em 06 de julho de 2010 às 17:34
Então, o Benetti comentou que o post sobre Papéis e Formatos estava tão grande que ele desistiu 2x de ler.
É que eu já "quebrei" as explicações que tinha pra passar sobre jornais em 4 postagens (que é a série que estou apresentando essa semana).
Quebrar mais que isso ia ficar assunto pela metade (parecendo novela que deixa aquele suspense pro dia seguinte – rs).
3.
Vagner Pereira publicado em 06 de julho de 2010 às 19:14
Eu particularmente não me importo, é que acho que não faz sentido ler por ler e não entender da missa a metade, por isso li duas vezes, porque é bastante informação e não tão simples de se entender.
Mas o que penso sobre textos grandes é que seria a mesma coisa ler vários textos pequenos, a única difereça esta em provavelmente o menor, como disse, não terá todo o conteúdo necessário para o entendimento.
4.
tudibao publicado em 07 de julho de 2010 às 13:47
Eu geralmente evito fazer posts muito grandes, por já ter percebido que só em ver que é grande, tem quem desiste.
Mas tem assunto que não tem jeito, então ai, lê quem quer – rs
5.
Bruno Neri publicado em 22 de julho de 2010 às 9:44
Muito boa essa matéria, tem me ajudado bastante, parbéns pelo trabalho, abraços
6.
tudibao publicado em 22 de julho de 2010 às 15:28
Sei que essa "sopa de letrinhas" às vezes pode até confundir, mas lendo com carinho dá pra aprender muita coisa.
Tks pelo comentário!
7.
Rafael Maldaner publicado em 16 de setembro de 2010 às 10:02
Muito boa sua matéria.
Parabéns!
8.
Silvia Zampar publicado em 16 de setembro de 2010 às 10:11
Opa, obrigadinha…
Dá uma "fuçada" que tem mais coisas legais pelo blog!
9.
Guilherme publicado em 20 de janeiro de 2011 às 15:33
Boa matéria!
10.
Silvia Zampar publicado em 23 de janeiro de 2011 às 23:35
Opa, já deu uma olhada no link (por assunto) "Design gráfico/Editorial"? http://tudibao.com.br/blog/assunto/design-grafico-edit…
Tem outros posts sobre Jornais.
11.
Daisy publicado em 21 de setembro de 2011 às 12:54
Parabéns Silvia! Excelente iniciativa!
12.
Silvia Zampar publicado em 21 de setembro de 2011 às 14:28
Opa, obrigada. Consulte também os outros posts do blog que acredito que vc vá gostar de muita coisa.
13.
Fabio publicado em 17 de janeiro de 2012 às 16:46
Silvia, boa tarde.
Foi muito boa a sua explicação sobre cm/col, me ajudou muito.
tenho uma pergunta, você sabe me dizer como é calculada a proporção 60% e 40%(sendo conteúdo jornalístico e publicidade respectivamente), num jornal onde a distribuição é gratuita? como estipulo essa porcentagem, eu calculo por cm², tipo pego o jornal inteiro vejo quanto tem de larguraXAltura e assim acho a área total em cm² com isso tiro 40% e assim tenho um número onde posso distribuir essa publicidade? é assim ou não.
muito obrigado.
14.
Silvia Zampar publicado em 17 de janeiro de 2012 às 22:17
Quase o que você falou… Não falamos nunca em cm² em jornais ou revistas. Mesmo a parte jornalística é diagramada por cm/col.
Então você vai fazer o cálculo de cm/coluna total do jornal, ou seja, por página x pelo número de páginas. Esse será o total de cm/col que você tem disponível de sua publicação. Ai você separa 40% desse total para publicidade, podendo estabelecer tamanhos de anúncios padrão para oferecer, até o limite estipulado (se assim desejar).
A vantagem de ter tamanhos de anúncios pré estabelecidos, é não ficar aparecendo muitos formatos diferentes, que dificultarão a diagramação do jornal.
15.
Fabio publicado em 18 de janeiro de 2012 às 16:16
Muito obrigado,
e mais uma vez Parabéns pelo blog, e por suas matérias….são excelentes