04 de março de 2010
Joao Pitanga

Bem-Vindo à Selva – O “Mídia”

Chegou a vez do assunto ser o trabalho da Mídia dentro de uma agência.

Então, como não temos muito o que falar, foi um prazer, até a próxima. Parece piada, mas muita gente pensa assim, que Mídia não faz porcaria nenhuma, que vive marcando X em quadradinhos e se divertindo nas redes sociais. Não é mentira, faz parte, mas a função vai muito além disso.

As araras: um Executivo de Mídia competente está em extinção, mas, mesmo assim, os que existem hoje no mercado são paparicados pelos veículos, que tentam de toda forma levar a verba da campanha toda pra ele. “Não, mãe, não é veículo automotivo, é veículo de comunicação”. É depois dessa visitinha básica do Contato do Veículo que começamos a reconhecer o profissionalismo de quem ocupa uma cadeira lá na sala de Mídia.

O verdadeiro profissional se preocupa em apresentar uma proposta REAL, que viria atingir o público esperado pelo cliente, baseado em pesquisas e dados. O falso profissional aceitaria os paparicos e marcaria o X onde o veículo pediu quando entrou na sua sala com um Notebook fresquinho na mão para presenteá-lo. Tem de tudo…

Mas vamos ao que interessa. A gente começou lá na criação, com a galera recebendo o briefing, passamos pelo atendimento e agora tá na hora de colocar a campanha criada e aprovada nas ruas ou, para ser mais claro, nos programas de TV, nas emissoras de rádio, na Internet e o que o cliente tiver de verba para investir.

Se dinheiro é a alma do negócio, para o planejamento de mídia ele é também o corpo, o espírito e tudo mais que tem direito, porque o profissional de mídia depende de quanta verba foi disponibilizada pelo cliente para planejar, pesquisar e desenvolver a mídia, ou seja, definir onde a campanha vai ser veiculada, de acordo com o perfil do público. Simples: se o cliente é uma loja de noivas, deve-se focar no público feminino, talvez na Ana Maria Braga (Mais Você) ou até numa rádio evangélica (esse povo vive casando) é uma boa. Dinheiro pode ser problema e ao mesmo tempo solução para o mídia. Tem o que fala que R$ 500 mil é muito, tem o que fala que é pouco, e tem os que fazem milagres com qualquer verba. Esses podemos considerar bons profissionais.

Assim como um Redator anda com o “Aurélio” na mochila, o Executivo de Mídia anda com papéis que trazem tudo sobre o mercado, audiência, tiragens, Share, CPM (Custo Por Mil) e outras palavrinhas que nascem a cada segundo nesse meio. E já que o X da questão é mostrar a responsabilidade que o Mídia tem dentro de uma agência, para vocês terem uma ideia, segundo o Ibope Monitor, só as Casas Bahia investiram no 1º semestre de 2009 R$ 1,48 bilhão. Com tanta grana envolvida, o mercado tem mais é que agradecer e dar comidinha na boca mesmo.

Espero que esteja bem explicado. Até a próxima.

Ps: Uma vez, numa certa agência, fomos apresentados à uma Assistente de Mídia novata. Meu antigo dupla me perguntou:

- Cara, se Mídia não faz nada, o que faria uma Assistente de Mídia?
– Busca papel na impressora.

Mas acreditem, foi só piadinha.

Incluído por Silvia Zampar: Confira a postagem “A Estrutura de uma Agência de Propaganda“, além das demais que estão sendo publicadas toda semana pelo João, cada uma de um setor da agência.

7 "parpite"

1. Thiago publicado em 04 de março de 2010 às 22:33

Não fazer nada e ainda ganhar presentinhos… acho que já sei minha profissão. rs

2. tudibao publicado em 04 de março de 2010 às 23:46

Thiago, não acredite em todas as besteiras que falam por ai – rs
Mídia tem que gostar de mexer com números, contas, estatística, tem que ser organizado, ou seja, geralmente não é pra qualquer um – hehehe
Se é o seu perfil, vá adiante!

3. joaopitanga publicado em 05 de março de 2010 às 13:01

ahahhaah Vai nessa…

4. Vagner publicado em 03 de maio de 2010 às 20:06

Esses tempos atraz li que a Mídia é responsável por verificar se realmente os comerciais foram divulgados no horário certo e no tempo previsto, função da Mídia também?
Esse é o departamento que menos me vi trabalhando, rsrs.
E a imagem que ilustro este post foi de uso bem inteligente.

5. tudibao publicado em 03 de maio de 2010 às 20:33

(923) Depende do "porte" da agência. Pode haver um departamento que cuida do clipping ou check in, ou seja, de coletar tudo que foi veiculado para guardar em arquivo, apresentar um relatório para o cliente ou o que for necessário (podem ser fotos, relatórios com a inclusão das imagens de fato veiculadas, CDs comprovando a inserção numa rádio ou TV. Existem empresas especializadas em fazer o que chamamos de clippagem, gravando tudo de todas as emissoras, para vender à agências e clientes. Se a agência é pequena, isso pode fazer parte das tarefas do mídia, que solicita comprovante de veiculação das emissoras, e coleta o que der (como anúncios, veiculação em outdoor, etc).

6. vinicius publicado em 26 de agosto de 2011 às 20:06

existe um orgonograma especifico para departamento de promoçãop de uma agencia , se sim quel seria?

7. Silvia Zampar publicado em 31 de agosto de 2011 às 10:24

Quem lhe responde é Silvia Zampar, apenas para ser mais rápida, já que o João está afastado do blog. Desconheço qualquer organograma padrão para departamento de promoção de agência, até porque não é um departamento obrigatório (a promoção pode e tem sido terceirizada com empresas específicas dessa área).

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