Cuidado com o uso abusivo de ADJETIVOS!
Primeiramente, antes de eu fazer meus comentários, peço que veja a imagem abaixo, extraída de uma das páginas do site do Pronto Fórmula, onde eles apresentam um de seus produtos para tratamento dos cabelos (se quiser, clique para ver a imagem maior), vejam o detalhe que dei numa parte da descrição:
Aqui vemos um texto, com propósito descritivo e com características publicitárias, no qual percebemos algo que não é incomum: o uso de um adjetivo sem nenhum propósito e sem sentido, principalmente no contexto que está, referindo-se a um produto para tratar cabelos. Vejo isso acontecendo em todo tipo de texto: publicitário, em trabalhos escolares, enfim…
Eu sempre costumo dizer para meus alunos que AS PALAVRAS TÊM SIGNIFICADO, portanto antes de utilizarem uma palavra pensem no significado dela e se é aquilo mesmo que estão querendo dizer, pois as palavras não devem ser escolhidas apenas porque são bonitas, ou porque esteticamente deixam o texto mais “bonitinho”. Um texto não tem que ser bonito, tem que ser funcional, ou seja, ele serve à uma finalidade e deve cumprir isso.
Os publicitários têm a fama de utilizar adjetivos demais, existe até a piadinha que conseguimos colocar numa frase com 5 palavras pelo menos 3 a 4 adjetivos. Isso não é uma qualidade, acreditem. A qualidade de um texto não está em colocar palavras à toa, porque soam bem, porque enobrecem ou parecem deixar mais chique um texto. A qualidade de um texto está em comunicar.
Evidente que a técnica do Redator Publicitário deve ser bem distinta da do Jornalista, que procura transmitir as informações com fidelidade e isenção. O Redator tem que fazer isso e mais:
- Tem que informar corretamente, para não fazer uma propaganda enganosa, que é passível de punição;
- Tem que entreter o leitor a ler um texto… que ele em princípio não queria;
- Tem que seduzir… Mas sem iludir!
Alguém realmente consegue imaginar que algum produto consiga deixar um cabelo “sarado”? Essa gíria sequer se aplica a cabelo, não é mesmo? Se o produto funcionar, como disse o nosso colunista Gian, vou comprar “de balde” e passar no corpo inteiro (rs).
Fica o conselho: utilizem os adjetivos quando eles se aplicarem de fato e com moderação.
A dica desse “tropeço” em redação veio da leitora e colaboradora Giselle Guimarães


3 "parpite"
1.
Daniela publicado em 11 de maio de 2010 às 19:44
Silvia, logo após a imagem do anúncio, no final da primeira linha foi utilizado o pronome relativo onde que deve ser usado para lugares. Minha sugestão é substituir por "no qual". Abraços
2.
tudibao publicado em 11 de maio de 2010 às 20:17
Opa, vou ver com carinho sua sugestão (se eu conseguir mexer, pois minha internet, pra variar, está um lixo)
3.
tudibao publicado em 12 de maio de 2010 às 16:40
Então, vamos lá, eu alterei a frase, mas até achei legal que apareceu isso aqui, pois já coloquei na minha listinha pra tratar nos tira dúvida de português que faço toda 3º feira.
Na verdade o uso que fiz não estava errado, pois apesar da informação correta que você deu que "onde" indica "lugar" (e o "aonde" = "em algum lugar"), não quer dizer que eu só possa usar para um lugar "físico", ou seja, um bar, um endereço, posso indicar um lugar no texto, "aquele ponto", "nesse ponto" podemos identificar…
Mas valeu pela dica, que vai render mais um post – rs