02 de fevereiro de 2010
Ana Hunger

Texto bom é assim. E ponto final.

Impacto é a palavra-chave para um texto publicitário. Imagine o juiz quando bate o martelo – é, mais ou menos, isso. Há uns dias fui questionada sobre a forma que tenho de pausar as minhas narrativas, matérias e textos afins. Esse tema foi uma boa resposta para dizer que textos bons precisam ser impactantes e necessitam responder milhares de perguntas em pouquíssimas palavras – em uma linha, de preferência.

Quando você quiser atingir seu público estude-o e procure frases de efeito para construir seu anúncio – ou qualquer outro meio e mídia. Não é para sair jogando o que vier na cabeça, por impulso ou por uma onda de calor momentânea, porque não é assim que funciona. Escrever um bom texto tem a ver com talento, claro, mas seja mais prático do que poético. Seja um bom redator para seus clientes e um bom escritor para você.

Deixe sempre bem claro o que quer dizer e, ao mesmo tempo, subentendido. O charme de uma chamada é a sacada que você pode criar em cima de qualquer assunto. É só usar a criatividade e um pouco de técnica.

Vou confessar que ser fã de metáforas me ajuda bastante a ter textos aprovados. Só não dá para viajar muito, deixar o leitor com cara de “ã?”. Pior coisa é trabalhar numa ideia, escrever algo que você julgou demais e ninguém entender nada. Escreva para outras pessoas lerem. Um professor da faculdade costumava dizer: “escrevam para a minha mãe”. Ou seja, crie algo claro, criativo, porém simples, que alguém de 8 a 80 anos consiga entender.

O ponto final cria o tal impacto que falamos anteriormente, de fechar a ideia sem precisar dizer mais nada. Diferente dos textos jornalísticos, que precisamos responder a algumas questões, deixar tudo bem explicadinho. A síntese é a melhor coisa para quem precisa dar uma grande notícia em pouco espaço, pouco tempo.

Na TV, na Rádio é diferente porque existe tempo, ainda que pouco, para comentários e outras explicações. As imagens contam muito na frente da TV e nos anúncios que você vê nas revistas – elas ajudam a explicar o pouco que foi dito. Mesmo assim, quando for escrever pense somente no que quer passar para o leitor, considerando o ramo e outras referências da empresa ou produto que está falando. Uma coisa completa a outra, mas pense que o texto é a parte mais importante.

Observe mais os textos nos diversos tipos de veículos para os quais você escreve, ou pretende se lançar. Brinque com algumas ideias, mesmo que pareçam tolas. Se você já ouviu a palavra brainstorm, sabe bem do que estou falando. Leia alguns livros sobre Redação Publicitária ou faça um curso especializado. São coisas que ajudam bastante também.

E se você tiver alguma dúvida ou quiser dividir comigo seus pontos de vista sobre o tal pontinho final, deixe um comentário ai embaixo que eu fico à sua disposição.

Beijos e até terça que vem!

6 "parpite"

1. cid ferreira junior publicado em 02 de fevereiro de 2010 às 9:15

bacana gostei vai de encontro com o que penso e escrevo

abraços

Cid

2. Silvia Zampar publicado em 02 de fevereiro de 2010 às 9:28

Cid, quero lhe agradecer muito por visitar o TuDiBão e por deixar seu comentário.
Só peço licença para utililizar sua frase pra explanar a respeito de um erro comum na nossa língua, esse “vai de encontro”
Segundo o Prof. Pasquale Cipro Neto tem explicado, existe uma diferença no uso dessa frase, de acordo com o que se quer expressar, sendo:
- “Vai de encontro” = significa conflito. Então se digo “Minha ideia vai de encontro à sua”, quero dizer que “bate” de frente, vai contra; e
- “Vai ao encontro” = significa encontro, que concordam. Ou seja “Essa pesquisa vai ao encontro do que penso”, quero dizer que temos o mesmo pensamento.
Cid, o erro não é seu, acredite! Ouvimos “experts” na TV falando assim. É que tanto se fala incorretamente, que quase virou correto o contrário, mas é sempre bom a gente aprender algo novo.
Bjokas

3. Ana Hunger publicado em 02 de fevereiro de 2010 às 10:37

Sofremos com essas formalidades quando somos coloquiais demais, ou seja, quando escrevemos da forma que falamos ou pensamos. Como a Silvia disse acima, isso é super normal, Cid, e não é um bicho de sete cabeças também. Tente apenas corrigir aos poucos isso, através de uma boa gramática ou dos livros que curte ler. Leitura é um ótimo remédio para esses errinhos – quanto mais você lê, mais escreve e fala melhor. Beijão e fico feliz por ter gostado do post!

4. Tweets that mention TuDiBão » Texto bom é assim. E ponto final. -- Topsy.com publicado em 07 de fevereiro de 2010 às 10:17

[...] This post was mentioned on Twitter by TuDiBão, Marcos Hunger. Marcos Hunger said: RT @TuDiBao: Texto bom é assim. E ponto final. (novo texto da Ana Hunger) http://tudibao.com.br/blog/2010/02/texto-bom-e-assim-e-ponto-final.html [...]

5. gabi publicado em 07 de outubro de 2010 às 20:56

gostei de saber mais

bjssssssss

fiquei felizzzzzzz

6. Silvia Zampar publicado em 07 de outubro de 2010 às 22:55

Opa, legal. Apareça mais no blog!

Parpite você também