Não é fácil querer inovar com Mkt de Guerrilha em SP
Meus alunos estão preparando seus projetos do PIM (Projeto Integrado Multidisciplinar) e uma das coisas que terão que desenvolver da minha disciplina (Sinalização e Mídia Exterior) é criar uma ação de Marketing de Guerrilha.
Gosto de incluir esse trabalho no PIM, pois considero Mkt. de Guerrilha uma área super legal para eles se dedicarem, sendo um caminho promissor para se investir, principalmente com a severa lei “Cidade Limpa” em São Paulo.
Eles têm me apresentado suas ideias, muitas delas extremamente criativas, que só precisam ser “lapidadas” aqui ou ali, mas outras eu saliento que seria impossível serem colocadas em prática em São Paulo, já que a prefeitura não abre muitas brechas, mesmo com o que não expõe a marca do cliente.
Um exemplo dessa rigidez da fiscalização da prefeitura foi o caso da Absolut, ocorrido em abril desse ano, quando eles instalaram globos espelhados gigantes iluminados (desses de danceterias – ver a foto abaixo) nas avenidas Paulista e Faria Lima.

Note, a instalação não expõe a marca do produto, nenhuma referência à Absolut, sendo que a assessoria da empresa declarou que todo o equipamento foi idealizado por um artista plástico para ser um objeto cultural na cidade. A prefeitura reclamou, pediu a retirada do globo e ameaçou distribuir multas, mas a Absolut diz ainda que teve autorização por email para realizar a “obra de arte”.
Segundo a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), a instalação não deveria ser feita mesmo não contendo marcas e anúncios, pois “promoção de produto não é feita só com letras, palavras, tem outros formatos que podem servir a uma promoção. Qualquer intervenção na paisagem urbana tem que ter autorização da CPPU”.
E teve também o caso da instalação artística ocorrida em Julho passado, a “Intervenção Poesia Concreta”, de autoria do “grupo artístico” Bijari/Agência de publicidade Tarteka para a Natura, que deixou o prefeito Kassab irritadíssimo.
As palavras Descanse, Relaxe e Calma, construídas com letras com 3 metros de altura e 70 quilos, haviam sido instaladas em três pontos da capital: na Praça da Sé; na confluência da Heitor Penteado com Doutor Arnaldo; e no MuBe, no Jardim Europa. No cruzamento da Doutor Arnaldo com Consolação foi instalado também um telão onde as três palavras são projetadas.
O resultado foi que a prefeitura mandou retirar as instalações e a “tascou” multa de R$ 11 mil e R$ 10 mil para as instalações da Sé e Pinheiros.
Bem, apesar que às vezes eu falo para os alunos: quando vocês planejam uma ação, às vezes a multa faz parte dos custos a serem considerados e podem até compensar.
Pois é… Difícil até pensar em inovação na cidade de São Paulo. Dá até desânimo, mas desistir? Jamais!
Li no Brainstorm9 e no Flanela Paulistana

4 "parpite"
1.
Shannon publicado em 18 de novembro de 2009 às 13:11
Aaa teve o colete salva vidas no borbagato, não lembro se era mkt de guerrilha, ma fizeram maior alvoroço.
2.
Silvia Zampar publicado em 18 de novembro de 2009 às 13:58
Então, a dos coletes realmente foi uma intervenção artística, do mesmo artista que já fez em SP aquelas instalações no Rio Tietê, primeiro com aquele monte de caiaques com manequins dentro, depois das garrafas PET gigante.
3.
Jeanne Estela publicado em 24 de novembro de 2009 às 12:47
Aff… ainda bem que a “religião da cor cinza” não atingiu a mente de outros prefeitos!
4.
Silvia Zampar publicado em 24 de novembro de 2009 às 13:12
É… meu medo é que tudo tende a se propagar…