Imagem em movimento e som em revista?
Pra quem começa a se aprofundar um pouco mais nos estudos das mídias disponíveis fica evidente as diferenças de recursos oferecidos por cada uma.
Vamos voltar para a aula de Comunicação Básica: para nos comunicarmos utilizamos linguagens verbais e não verbais. Tudo comunica e não apenas “falar”: a sobrancelha erguida, o dedo em riste, uma “fungada”…
E a propaganda aplicada nas diversas mídias foi aprendendo a explorar cada vez mais (e melhor) todas essas linguagens para atingir seu público, passar o recado e (claro) vender.
Nos primórdios a expressão era dada por desenhos com pequenos textos, com a evolução da tipografia e surgimento da fotografia passou-se a usar imagens nas peças impressas, depois com o advento do rádio as palavras + sons, surgiu então a TV colocando a imagem “em movimento” unida ao som, o que aparentemente representava o fim da mídia impressa, pois dava “vida” às imagens bidimensionais das revistas e ao som do rádio. Mas não foi o que aconteceu, cada mídia tem seu espaço e cada uma sua “graça” e peculiaridades. Ainda vimos surgir a Internet que permitiu tudo isso e a Interação, então podemos supor que muito mais virá por ai…
Pois bem, recentemente foi feita uma experiência da inclusão de um anúncio digital em uma revista. Seria algo como a reprodução de um comercial numa revista. Vejam abaixo reportagem a respeito:
Deixo aqui minha pergunta: será esse o futuro das propagandas em mídia impressa, ou apenas uma tentativa que não não irá vingar? Deixemos de lado dúvidas pensando no alto custo envolvido hoje nessa tecnologia, pois sabemos bem que esses custos rapidamente são derrubados…
Eu acho que não será regra esse tipo de propaganda inserida na revista, por uma série de fatores que elenco abaixo:
- Princípio básico: o leitor de uma revista utiliza esse meio porque gosta de “ler”. Em qualquer lugar, sem incomodar ou ser incomodado. Imagina o sujeito no ônibus e aquele anúncio “falando”; você no banheiro e o povo lá fora escutando em que página você está; e outras situações…
- Cada mídia tem sua característica: o rádio não ocupa nossos olhos, mas preenche o vazio sonoro de nossas casas, carros, e faz com que utilizemos a imaginação para criar em nossa mente a imagem (cena) de uma propaganda. A mídia impressa faz o mesmo com o leitor, que cria seu roteiro (antes e depois daquela foto, ou toda a imagem no caso de um anúncio alltype – apenas com textos);
- Por mais que “afinem” a mídia se todos passarem a usar em revistas teremos um meio “rígido”, algo como se estivéssemos carregando um livro de capa dura, isso fugiria muito do que gostamos hoje.
Bem, será que eu pensei corretamente? Só o futuro dirá. Quero reler essa postagem daqui uns 10 anos pra ver se eu ou vocês supomos corretamente qual seria o futuro da propaganda em revistas…
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