Defesa de Logotipo = Exagero? Poesia?
Há alguns dias meu colaborador Carlos Manzato me mandou uma defesa de logo de um jornal, que só não publiquei antes aqui por falta de tempo de digitar tudo.
Hoje, qual foi minha surpresa ao ver a mesma defesa no Digital Papers, com o títudo de “Como não defender seu trabalho”.
Bem, deixo aqui registrado o mesmo que falei com o Manzato, quando conversamos a respeito: pode ser sim que o design que criou e fez a defesa “viajou” um pouco, ou até tenha exagerado, mas na nossa área é importantíssimo acreditar no que se faz, apresentar as representações semióticas, enfim, é necessário um pouco de licença poética, afinal de contas, nossos cliente não compram um produto (o logo pronto), eles investem em um serviço que é um conjunto de informações tangíveis e não tangíveis, que farão parte de sua marca.
Tá bom, posso concordar que devemos, ao elaborar uma defesa, nos ater aos significados realmente existentes e não ficar inventando um monte de histórias vazias, afinal de contas, inventar significados é para disfarçar a falta total de significância que se conseguiu com o logo criado.
Segue abaixo uma imagem do logo do tal jornal e a transcrição do texto de defesa que foi publicada junto:
O fundo elíptico significa que o universo atual está em expansão (não é estático) a partir do big-bang – a grande explosão – ocorrida a 15 bilhões de anos.
Já as setas abertas e coloridas significam: a superior percepção milenar de que o Planeta Terra era verde, percepção eta (sic) que só foi modificada por Yuri Gagarin, o 1o homem a entrar em órbita em 1958, quando disse perplexo e estupefato: Nossa! A Terra é azul (coloração da seta inferior e o fundo também azul da Elipse).
A descontinuidade das setas significa que a produção do saber ocorre por rupturas, como afirma Thomas Kuhn em seu livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” e não somente por adições ao conhecimento anterior. (Exemplos emblemáticos das rupturas: a heuréka de Arquimedes, o silêncio imposto pela Igreja a Galileu Galilei, a Teoria da Incerteza da Mecânica Quântica de Werner Heisemberg).
Trocando em miudos: nossa logomarca (sic) pretende refletir (o) emblema ético e paradigmático da nossa forma de ver, pensar e agir no mundoÇ nossas convicções e práticas que nos colocam todos em um mesmo “barco cósmico comum” fruto que somos da grande explosão (big-bang) ocorrida há bilhões de anos. Coloca-nos irmãos, como diz Leonord Boff, da lesma à galáxia mais distante.

2 "parpite"
1.
Thais B publicado em 22 de maio de 2009 às 9:22
O que é isso ?!?!
Nossa se fosse um logo bonito ainda dava pra aceitar a defesa, pelo Amor de Deus que logo é esse. rsrsrs
2.
Silvia Zampar publicado em 22 de maio de 2009 às 9:27
É liberdade poética, oras – rs