27 de janeiro de 2012
Cínthia Demaria

Especial Analista de Mídias Sociais – Você está preparado para ser um Social Media?

Para fechar a série “Especial Analista de Mídias Sociais”, o TudiBão traz nesta sexta, algumas dicas imprescindíveis para você decidir se está realmente pronto para encarar o Twitter, Facebook e afins, como ferramentas de trabalho. Essas são principalmente, para quem ainda não trabalha na área, mas pensa em se aventurar. Para quem já está faturando com esse mercado, fique à vontade para palpitar e dar dicas aos novos profissionais/colegas de trabalho.

É essencial:

1)      Conhecer a Marca / Empresa / Produto na sua essência. Ter o conhecimento como consumidor simplesmente, pode afetar a qualidade da informação. Para ter o retorno esperado é preciso ter muito claro o que se quer atingir.

2)      Fazer pesquisas referentes ao seu público alvo e seus concorrentes, verificar como eles se comportam na rede social onde incluirá a sua empresa. O Benchmarking é essencial para ver ideias bem ou mal sucedidas para inspirar-se ou não repetir erros.

3)      Gerar conteúdo que prenda a atenção das pessoas, isso atrai novos seguidores e fãs. O conteúdo é o que interessa. Promoções e descontos são ótimos para conquistar pessoas, porém, não as mantem nas suas redes. O conteúdo é essencial para atrair e qualificar a empresa na qual você representa.

4)      Não postar informações mentirosas e não cometer erros de portugues. Ao invés de engajar, a mentira pode trazer um buzz negativo para a marca, além de criar antipatia dos seguidores. Erros de português por empresas são imperdoáveis pelos leitores. Leia e releia antes de postar.

5)      Procure interagir com seus fãs e seguidores de maneira pessoal, isso mostra proximidade e gera confiança, além do consumidor sentir-se ouvido. O sucesso da marca é medido pelos usuários, de acordo com a eficiência das respostas nos canais de contato.

6)      Responda as críticas e reconheça os erros. Fingir que nada aconteceu faz com que os usuários o repliquem e divulguem de tal forma, que pode comprometer a imagem da empresa.

E por último, encare o trabalho de Mídias Sociais como canais cruciais de relacionamento entre empresa e cliente. Lembre-se que embora você seja um difusor de mensagens positivas da marca, a responsabilidade da imagem está nas suas mãos!

Para quem trabalha ou pretende trabalhar com as redes sociais em 2012, desejamos sucesso e esperamos que a nossa coluna de sexta-feira contribua para o seu dia a dia profissional.

Veja os outros textos da série Especial Analista de Mídias Sociais:

- Salários e formação

- Como medir o retorno do trabalho?

26 de janeiro de 2012
Gabriel Lima

Os melhores amigos de um redator (pra não errar)

Redator não pode escrever bobagem, cometer erros ou escrever estando em dúvida. Nossa língua é muito rica, mas é cheia de “pegadinhas”. Não podemos ter preguiça. Temos sempre que consultar manuais, dicionários, portais especializados, fóruns de dúvidas e também o TuDiBão – hehehe.

Por isso, vou indicar algumas ferramentas impressas que podem ajudar muito no dia a dia de um redator. E na semana que vem vou indicar algumas ferramentas on-line.

Que me perdoem o senhor Aurélio e o senhor Michaelis, mas o Houaiss é pra mim o mais completo dicionário de língua portuguesa. Quando você estiver em dúvida entre um acento e outro, ou da grafia correta de uma palavra, não hesite em consultá-lo. Esse deve ser o seu melhor amigo na hora de escrever. Na agência onde trabalho tem a edição grande – que vem com CD-ROM. Em casa tenho a edição mini e a on-line instalada no computador. Ambas as edições estão atualizadas com a nova ortografia.

Preço: Edição grande, R$ 269,90 – Mini, R$ 41,00
Onde comprar: Livraria Saraiva e na Relativa
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Os Resumões são guias práticos, criados para sanar dúvidas e facilitar o estudo. Eles têm no máximo seis folhas, com explicações claras e exemplificadas. Indico que você compre os oito títulos relacionados à língua portuguesa:

  • Concordância;
  • Crase e Acentos;
  • Os 150 erros mais comuns;
  • Ortografia e Hífen;
  • Nova Ortografia;
  • Regência;
  • Verbos; e
  • Vírgula e outros sinais de pontuação.

Sete destes oito resumos foram elaborados pelo jornalista e especialista em língua portuguesa, Eduardo Martins, falecido em 2008. O oitavo foi feito pelo professor Odilson Soares Leme, que fala sobre as novas regras ortográficas.

Preço: R$ 12,90 é o valor sugerido pela editora, mas pode variar
Onde comprar: Livraria Saraiva e/ou  Livraria Cultura

 

Ainda de autoria de Eduardo Martins – que também é o idealizador do Manual de Redação e Estilo do jornal Folha de S. Paulo –, aproveito para indicar outro livro, também útil: Os 300 erros mais comuns da língua portuguesa.
Após responder mais de 150 dúvidas por meio dos já citados “resumões”, Eduardo pretendia reunir os 500 erros mais comuns, mas devido a um câncer não completou esse projeto, reunindo somente mais 150. Os 300 foram atualizados com a nova ortografia pela editora Barros Ficher & Associados, respeitando a redação e o estilo do autor.

Preço: R$ 25,00
Onde comprar: Livraria Saraiva e/ou Livraria Cultura

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Na semana que vem aguardem as dicas de ferramentas on-line.

Sentiu falta de algo ou tem mais uma dica? Comente.

25 de janeiro de 2012
Adriano Trenahi

Onde montar o meu blog?

Uma duvida frequente das pessoas que conversam comigo é sobre onde e como montar seu blog, seja pra compartilhar informações, seja para divulgar seu portfolio ou até mesmo para coisas pessoais e cotidiano.

Conheça os principais serviços:

WordPress.com

Serviço online de blogs, comtem diversos plugins e temas, porem sua personalização é um pouco limitada, é possivel criar um blog gratuitamente que terá a terminação .wordpress.com (blogexemplo.wordpress.com) também possui boa integração com sistema de buscas.

Blogspot (Blogger)

Um dos primeiros e mais famosos serviços de blog, o Blogspot hoje pertence ao Google. Em comparação com o WordPress o Blogspot é infinatamente maior, possui mais opções de personalização.

Tumblr

O Tumblr chegou com uma proposta inovadora, de tornar os blogs mais bonitos e acessíveis, com posts simples e design elegante, ainda é possível seguir alguns blogs.

WordPress.org

O wordpress também permite que os usuarios façam download do seu codigo fonte para utilizar em seus próprios projetos, usando um dominio e hospedagem independentes, é o caso da maioria dos blogs do mundo, até mesmo do próprio tudibao. De posse do codigo fonte, é muito melhor manusear e personalizar o wordpress de acordo com a sua vontade.

Minhas recomendações:

Para blogs pessoais penso ser melhor a utilização do WordPress.com ou Blogspot, pois facilitam a edição e são ferramentas rápidas;

Para cotidiano, o Tubmblr pode lhe servir muito bem, pois permite criar uma rede de seguidores; e

Para porftolios ou blogs maiores, que realmente serão levados a sério como projeto, a utilização do WordPress.org é mais recomendada, pois permite a instalação no seu próprio dominio, além de permitir a instalação de temas exclusivos.

E você, utiliza algum outro serviço ou tem alguma dica para nos passar?

20 de janeiro de 2012
Cínthia Demaria

Especial “Analista de Mídias Sociais”: Como medir o retorno do trabalho?

Continuando o especial “Analistas de Mídias Sociais”, o tema dessa semana é sobre o famoso ROI (return of investiment) nas redes sociais, que é vendido pelos especialistas e agências para os clientes. Medir é preciso não apenas para quantificar os dados e ações, mas para, principalmente, pautar planejamentos futuros a partir do feedbak dos usuários.

Não há como medir o sucesso ou insucesso de uma empresa sem monitorar. Cada rede social tem sua peculiaridade, cada marca ou produto tem seu objetivo de comunicação. Deve-se pensar, primeiramente, em quais redes deve-se atuar a partir de onde o seu público alvo está. Por isso, pensar para quem e para que comunicar é o primeiro passo que pode ser determinante nos relatórios finais de cada ação.

Os objetivos do planejamento já devem prever a possibilidade de retorno e, principalmente, os riscos. Depois de escolhidas as mídias em quais se vai atuar e realizar a ação de fato, chega a hora de “medir” os resultados.

O primeiro passo é monitorar as conversas. Existem vários softwares no mercado e agências especializadas que podem executar esse trabalho, sendo que existem muitas ferramentas gratuitas à disposição dos analistas de mídias sociais.

Para monitoramento no twitter temos o Tweet Opinião que cria enquetes para o Twitter, que podem ser respondidas através de múltiplas escolhas e podem ter data de expiração. Já o Tweeli funciona como um chat dentro do Twitter e pode ajudar as empresas a criar um relacionamento mais estreito com os consumidores. Já outros serviços como o Trendistics, busca pela palavra e cria um gráfico em tempo real, mostrando quantos tuítes mencionaram o termo nas últimas horas. E o Hashtags segue o mesmo esquema, porém o filtro se baseia apenas em hashtags.

Outros serviços gratuitos, o Tweet Beep e o Twilert, enviam emails de alerta cada vez que uma certa palavra ou termo, escolhido pelo usuário, é postado no microblog. Além desses, ainda tem o Twitrratr, que busca menções de um certo perfil e as classifica em menção positiva, neutra ou negativa, e o Tweet Stats, que também cria gráficos mediante as suas estatísticas de mensagens enviadas, recebidas, menções e retuítes. Para o Twitter ainda exitem o KloutPeer IndexTwitalyzerTwitaholicTweet Rank, dentre outros.

Também existem serviços gratuitos que analisam termos, palavras e menções em toda a internet, ou seja, podem ajudar a descobrir mais informações dentro do Facebook também, já que a rede social não conta com bons serviços gratuitos. São eles: TopsyGoogle TrendsCompete e Blog Pulse. Entre os serviços pagos e, o mais importante, brasileiros (que vão entregar relatórios em português), existem o Social Media MonitorPostXScupSharing for SocialLive BuzzSeeker e SismoWeb e E.life.

Para complementar, vale conferir o e-book  “Para entender o monitoramento em mídias sociais”, que reúne 27 artigos inéditos de profissionais e pesquisadores da área, entre analistas; coordenadores e diretores de agências e departamentos de mídias sociais; desenvolvedores de ferramentas e softwares; professores; pesquisadores acadêmicos; além de gerentes de marketing e comunicação de grandes empresas.

#Ficaadica: O mais importante do monitoramento é saber aproveitar os dados levantados e transformá-los em inteligência competitiva.

Veja também: Analista de Mídias Sociais – Salários e Formação

19 de janeiro de 2012
Silvia Zampar

Comercial com o peixinho (contra as drogas)

Acabei de ver na TV e achei uma graça esse comercial feito em animação 3D, para a Associação Parceira Contra as Drogas. Confira e deixe sua opinião:

19 de janeiro de 2012
Rudinei Modezejewski

Registro de Marcas em 24 horas!

registro de marcas em 24 horas

Estamos em um mundo conectado!

Hoje resolvemos problemas com grandes empresas pelo Twitter, falamos com diretores de corporações pelo Facebook e procuramos emprego pelo Linked in. Registramos um domínio, nickname, fã page ou usuário em segundos, rápido, fácil e on-line. Tudo é assim, rápido, fácil e on-line, certo?

ERRADO.

Nem tudo pode ser rápido assim… Uma das coisas que não pode ser “pra já” é o registro de marcas. Mesmo que o INPI deseje ser super-ultra-mega rápido, a LEI que regulamenta o registro de marcas no Brasil estipula alguns prazos que impedem o registro “instantâneo”.

E mais: isso é BOM, inclusive pra você!

Vou explicar:

A lei 9.279 tem vários dispositivos para combater a pirataria, todos eles implicam em dar aos legítimos donos das marcas um prazo (geralmente de 60 dias) para demonstrar aos técnicos do INPI que o eles são os legítimos donos das marcas, também há prazos (igualmente de 60 dias) para que, caso você tenha feito alguma bobagem no seu processo, possa corrigir (claro que há coisas que são impossíveis de se corrigir, já falei aqui sobre um desses problemas), somados esses prazos e um tempo mínimo para que o INPI possa publicar os despachos, teríamos, NO MÍNIMO 12 meses (1 ano).

Então, quando alguém oferece “Registro de Marcas em 24 Horas” é propaganda enganosa, pra dizer o mínimo.

Eles querem dizer que, se tudo correr bem, você pagar rapido e on-line, não der problema no site do INPI e nem no do banco, eles podem fazer o protocolo em 24 horas. Mas isso eu (minha empresa) também posso fazer, mas lembre que eu dependo de todas essas condições.

Então o que pretende alguém que anuncia “Registro de Marcas em 24 Horas”?

Simples: ENGANAR VOCÊ.

Não existe “Registro de Marcas em 24 Horas” – qualquer um que prometa isso é picareta, fuja deles.

E porque estou escrevendo este artigo?

Mais simples ainda:

Conversei esses dias com uma amiga, da Coordenação-Geral de Comunicação Social (CGCOM) do INPI, e perguntei a ela sobre essas empresas que anunciam no Google e outros sites (inclusive em perfis do Twitter e Facebook) prometendo “Registro de Marcas em 24 Horas” ou incluindo “INPI” no seu nickname, ambas práticas condenáveis porque induzem ao erro, fazem crer que existe registro em 24 horas ou que eles são “representantes” do INPI, ambas mentiras deslavadas.

Ela me respondeu que o INPI tenta inibir tais práticas, mas é praticamente impossível controlar tudo e ainda punir.

Entendo que o INPI esteja “engessado” por questões legais e burocráticas para inibir este pessoal, mas eu não tenho essas “amarras” então resolvi escrever este artigo e, mais uma vez, alertar os empresários.

Como eu não consultei ela sobre o texto antes de publicar, se daqui há alguns dias vocês notarem alguma edição nesse texto, foi a pedido da pessoa que mencionei, mas acredito que nada do que foi dito aqui seja problema para ela ou para o INPI, pelo contrário, fica evidente que há uma preocupação em moralizar as coisas, é uma luta que eu apoio.

P#rra! Precisa mentir pra ter clientes? Eu acredito que não, então #forapicaretagem!

17 de janeiro de 2012
Gabriel Lima

Continue escrevendo outdoors

Graças à Lei Cidade Limpa (de São Paulo), muita coisa mudou. A proibição de toda publicidade externa na “Terra da Garoa” afetou não só a estética da cidade, mas também os portfólios de muitos publicitários e redatores. Parece até que a lei foi aplicada também nas pastas. Não vejo mais ninguém escrevendo outdoor.

Um excelente exercicio de concisão está sendo abandonado, ao meu ver. Tudo bem que dizer muito escrevendo pouco é necessário em qualquer texto publicitário, mas criar esse tipo de peça é muito bom para se aprimorar.

Lembro que me sentia desafiado quando via um outdoor na rua. Ficava imaginando como que os redatores faziam para “zipar” a mensagem apenas naquelas poucas palavras. E, pra mim, ainda é magnifico ver quando cinco ou seis palavras fazem você lembrar de uma marca durante o dia todo.

Pedro Bial, em um vídeo famoso na internet, diz que se pudesse dar um único conselho, seria “use filtro solar”. Bom, se eu pudesse dar um único conselho a você, redator, seria “continue escrevendo outdoors“. Continue se exercitando com essa peça. Não é uma fórmula nova, mas acredito que pode ser um diferencial para você.

Se você tem um outdoor no seu portifa, por favor, contradiga-me e mostre-me nos comentários.

Outdoor com texto de Nizan Guanaes

13 de janeiro de 2012
Cínthia Demaria

Especial “Analista de Mídias Sociais”: salários e formação

Início de ano é época de almejar novos cargos, ampliar conhecimentos na carreira e para muitos, entrar de fato no mercado de trabalho. O profissional de Mídias Sociais está sendo visto cada vez mais, como um profissional do futuro, uma vez que investimento nas redes sociais pelas empresas mostra-se inevitável. Mas afinal, qual é a formação necessária para atuar nessa área? Quanto ganha um analista de mídias sociais? Como é possível medir o retorno do trabalho? Essas respostas você encontra no especial que o TudiBão preparou pra você. Até o fim desse mês, você verá sempre às sextas-feiras, dicas e informações úteis para quem pretende atuar nessa área.

Nessa semana, duas questões básicas: formação e salário.

Formado em que?

Por ser um mercado muito novo, muitos ainda tem dúvida sobre qual é a formação necessária para ser um analista de mídias sociais. Ao contrário do que muitos pensam, não basta ter uma conta no Twitter e Facebook e passar mais de 12 horas conectados à rede para ser um expert no assunto. Obviamente ser heavy user é pré requisito básico, mas é necessário mais do que isso. Conhecimento em textos e relacionamento via comunicação é crucial. Habilidade essa, que pode ser obtida no curso de jornalismo, publicidade, relações públicas ou marketing. Saber escrever não basta. É preciso ter conhecimento em textos para web, que é uma linguagem bem diferente de veículos impressos. Alguns cursos de graduação já oferecem a disciplina “Conteúdo para a internet”, mas existem vários cursos menores que podem auxiliar o profissional já graduado, como “planejamento estratégico em mídias digitais”, “Monitoramento e relacionamento em plataformas virtuais” etc.

Quanto ganha um analista de Mídias Sociais?

A revista Veja publicou há algumas semanas, o quadro das carreiras que estão em alta no mercado de trabalho, e destacou o profissional de mídias sociais. Segundo a revista, o salário inicial é de R$5.000,00. Quem trabalha na área, sabe que o número é fantasioso, embora seja merecido.

Colocando o “pé no chão”, segue a realidade do mercado de trabalho atualmente:

Analista Junior: quando o profissional tem de 0 a 6 meses na função. É o primeiro nível alcançado após o estágio. Neste momento, o analista ainda não toma decisões sozinho sobre as campanhas, se reporta aos demais analistas e à gerência, cumpre tarefas básicas supervisionadas. Salário médio: R$1.300,00.

Analista Pleno: de 7 meses a 1 ano na função. O Analista pleno já é capaz de tomar algumas decisões sobre a campanha e auxiliar a delegação e treinamento dos estagiários do setor. Participa de reuniões e apresentações junto aos clientes, já tem vivência anterior com as ações envolvendo plataformas sociais e gestão de perfis. Salário médio: 2.300,00.

Analista Sênior: a partir de 1 ano na função. O Analista Sênior é capaz de receber os briefings do setor, organizar e delegar tarefas junto à equipe, criar estratégias de mídias sociais e acompanhar os resultados da gestão de perfis, assim como, a criação de relatórios e reports periódicos que mostrem aos clientes os resultados alcançados durante as ações. Salário médio: 3.500,00.

Obviamente essa não é a realidade de muitas agências/empresas que precisam desse profissional. Há quem pague mais e há quem pague menos. A tentativa aqui é mostrar possibilidades de valorização desse profissional.

Na semana que vem, vamos falar de ferramentas gratuitas para monitoramento de mídias sociais, dica essencial para quem quer trabalhar nas redes e pretende obter retorno com isso.

Portanto, você que trabalha ou pretende atuar no mercado de Mídias Sociais em 2012, fique de olho nos próximos posts, sempre às sextas-feiras! =)

Tem dúvidas ou sugestões de posts? Envie via Twitter para o @TudiBão ou @cika_demaria

13 de janeiro de 2012
Silvia Zampar

Revista Desktop – Edição 125

Confira a edição nº125 da Revista Desktop (@RevistaDesktop), uma publicação especializada em assuntos ligados às artes gráficas, com novidades, dicas e entrevistas com especialistas da área.

Nesta edição você poderá conferir:

  • - Pequenos efeitos no Photoshop pode fazer grande diferença;
  • - Conselho de especialistas para deixar sua gráfica mais lucrativa ; e mais

Você pode ainda conferir o site da publicação, sempre com material atualizado.

Alunos de Propaganda e Design poderão utilizar a leitura e fichamento da revista como AC (confira antes com o seu orientador).

12 de janeiro de 2012
Rudinei Modezejewski

Designers, ilustradores, clientes e a ética – o caso Ziraldo

Agitou o mundo artístico a notícia de que o ilustrador Ziraldo, famoso pelo seu personagem “Menino Maluquinho”, foi condenado recentemente por estelionato.

Em geral temos em mente que estelionatário é quem passa cheque sem fundo, etc., e é comum também tanto os designers, quanto publicitários e ilustradores imaginarem que seus atos (e trabalhos) são imunes à qualquer punição ou regulamentação (eu já escrevi sobre isso, lembram?).

Mas esse caso do Ziraldo merece uma abordagem mais específica, pois não falamos de atender o pedido de um cliente para copiar (no todo ou em parte) a marca de um concorrente, falamos de atitudes definidas exclusivamente pelo profissional (designer, ilustrador, etc.) e de sua exclusiva responsabilidade.

Primeiro vamos aos FATOS:

  1. Em 2003 Ziraldo foi convidado a ser Presidente de Honra do Festival Internacional de Humor Gráfico de Foz do Iguaçu;
  2. Ziraldo criou a ilustração que foi usada como logotipo para o evento, recebendo para isso R$ 75.000,00 comprovado por edital;
  3. Em 03/11/2004, Ziraldo pediu o registro da marca “FESTIVAL INTERNACIONAL DO HUMOR GRÁFICO DAS CATARATAS DO IGUAÇU – HUMOR AT THE FALLS – ZIRALDO”, que é a reprodução literal do cartaz de divulgação do evento, sendo que a marca é mista, o que inclui também a ilustração criada por ele, mas vai muito além desta, tentando apropriar-se de vários elementos de titularidade dos organizadores do evento.

Vamos analizar estes FATOS:

1 – Presidente de HONRA é, definitivamente e sob qualquer aspecto, um reconhecimento público da notoriedade do profissional, uma “honraria” (desculpem o trocadilho, foi inevitável!);

2 – Ao ser CONTRATADO  formalmente para desenvolver a ilutração o profissional (seja quem for) transfere, automáticamente os direitos patrimoniais da obra criada, ficando apenas com os direitos morais, ou seja, o de ser mencionado como autor da obra e de mencionar a autoria, também o direito de impedir modificações que desfigurem ou adulterem a obra (exceto se houver concentido formalmente para tais alterações), enfim, ele pode dizer que fez, mas não pode “apropriar-se” da obra novamente ou obter novos lucros com ela;

3 – Quando alguém solicita o registro de uma MARCA junto ao INPI pretende garantir os DIREITOS PATRIMONIAIS sobre a marca, lembrando que os 3 tipos principais de apresentação de uma marca são:

a) Nominativa – apenas o texto, sem nenhuma apresentção gráfica, lettering, ilustração ou logotipo;

b) Figurativa – apenas a imagem, figura, ilutração, etc… sem nenhum texto (até 2 letras ainda não é considerado texto);

c) Mista – quando há uma apresentação visual (figura, ilustração, personagem, etc…) + texto;

E agora vamos analisar a POSTURA do ilustrador em questão:

1 – Nem vou comentar, acho que não precisa, né? HONRA é uma palavra cujo sentido é suficientemente claro.

2 – Assim como qualquer designer ou ilustrador, ao ser contratado e receber pelo trabalho, deveria abster-se de qualquer apropriação ou usurpação de direitos que já transferiu, não é justo receber 2 vezes pela mesma coisa, certo?

3 – Apesar das alegações do advogado de que não houve “prejuízo real” porque ele não concluiu o registro e também porque não foi feito uso da referida marca, devo lembrar que o Sr Ziraldo criou apenas a ilustração, por mais prosaico que seja o nome do evento, ele não o criou, mas tentou registrá-lo em seu nome, só isso é um ato claro de PIRATARIA, inegável, indiscutível. Além de ser um ato de completa falta de ÉTICA.

Na minha opinião, o juiz foi muito sábio: “A notoriedade e o prestígio gozados pelo réu, sobretudo sua representatividade perante o público infantil, fazem com que o agir ilícito dele se revista de maior grau de reprovabilidade“, anotou o magistrado na sentença.

Afinal, qual é o exemplo que deve ser transmitido aos jovens?

Talvez a maior punição seja a subjetiva, afinal, reputação não se compra, se constrói e então pergunto:

Qual é a reputação que adquire um designer ou ilustrador que, publicamente, é condenado por tentar se apropriar das marcas de seus clientes? Quem o contratará no futuro?

Resolvi escrever este post porque já fui contatado várias vezes por designers que pretendiam registrar como suas as marcas que criavam para os clientes, obviamente neguei-me a atendê-los, mas alguém deve tê-los atendido, com certeza. Então fica o alerta: não vale a pena ser pirata.

Quem quiser mais informações sobre o caso pode ler a matéria original, no site do Estadão.