17 de maio de 2013

Cínthia Demaria

Programe suas campanhas no Facebook para 5ª feira à noite

Quinta-feira, por volta das 20h, é o horário de maior audiência no Facebook. Pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela plataforma de monitoramento, gestão e análise de mídias sociais brasileiras, SCUP, divulgada forma de infográfico no mês passado.Horário nobre facebook

A rede social é utilizada por mais de 67 milhões de brasileiros, para o estudo identificou-se qual o período de maior movimento e então foi analisada uma amostra de quase 34 milhões de posts e comentários, monitorados pelo Scup em 2012.

Segundo a análise, o volume e a distribuição de posts e comentários durante a semana em todas as horas do dia é semelhante. Porém, há uma pequena variação aos sábados e domingos, quando os usuários brasileiros parecem tirar uma folga da rede social. Entre 20 e 21 horas, principalmente às quintas-feiras, o Facebook parece atingir seu pico de uso.

Antes do intervalo para o almoço, entre 11 e 12 horas, o movimento cresce e pode ser uma boa hora para postagens mais descontraídas. É neste período que quem começou a trabalhar cedo utiliza a rede social como um elemento de descontração.

E mesmo que sua empresa funcione das 9 às 18 horas, o volume de postagens e comentários durante o horário comercial não muda muito após o expediente. Das 9 às 23 horas os gráficos apresentam um comportamento constante dos usuários. Isso pode ser explicado pelo crescente acesso aos smartphones.

E o que isso significa?

Monitoramento neles! Isso mesmo. De posse das informações de maior interatividade na rede, o monitoramento do que está sendo falado é imprescindível para garantir uma boa atuação. Não adianta provocar o usuário com uma pergunta, imagem ou campanha se não estiver disposto a interagir junto com ele. Isso mesmo! O Analista de Mídias Sociais não encerra o expediente às 18h. Ele deve estar junto ao público para responder, analisar e proporcionar o engajamento da marca com o consumidor.

16 de maio de 2013

Rudinei Modezejewski

Não existe essa marca aqui no Brasil, posso registrar?

© Kirill Kedrinski – Fotolia.com

Recentemente recebi essa consulta*:

Tenho uma empresa de bebidas e estou planejando lançar uma [editado] com uma marca X. Pesquisei no site do INPI e vi que a marca que pretendo usar não está sendo usada por ninguém.

Pesquisando na Internet, porém, descobri que uma empresa norte-americana lançou [editado] com essa mesma marca no ano passado. O logotipo é diferente, mas o nome é igual, e [editado] é do mesmo tipo.

Enfim, gostaria de saber se marcas registradas nos EUA valem internacionalmente ou apenas nos EUA. E se eu corro risco usando a mesma marca aqui no Brasil.

*A consulta foi feita nos comentários em um artigo meu, portanto não há violação de sigilo profissional, mesmo assim eu editei alguns campos.

Como esse tipo de consulta é comum, melhor fazer um artigo e acabar com as dúvidas, não é mesmo?

Pra começar, existe um acordo, um tratado internacional chamado CUP – Convenção da União de Paris, que já teve inúmeras atualizações e do qual o Brasil faz parte, que tem algumas regras especiais para proteger as marcas que se destacam em seus segmentos dos ataques de oportunistas (piratas, se preferir).

Em resumo, se a empresa é muito conhecida em seu segmento um concorrente não pode alegar desconhecimento e, portanto, considera-se que houve má-fé, desta forma, uma empresa muito conhecida em seu segmento pode impedir o registro de sua marca por um concorrente oportunista ou mesmo cancelar um registro já concedido.

Obviamente há prazos e procedimentos para isso e “procedimentos” geram custos, então o risco está diretamente proporcional ao porte da empresa. Essa regra é bilateral, então uma empresa brasileira, destacada em seu segmento, que tenha a marca pirateada (ou que esteja ocorrendo a tentativa de piratear) pode usar a mesma regra para sua defesa, impedindo a pirataria.

Como eu disse: é o tipo de consulta que recebo toda hora (afinal, porque diabos eu nunca escrevi sobre isso?), uma vez foi uma empresa conhecida, mas minúscula de aviação, naquele caso eu informei ao cliente que havia o risco, mas, pelo porte da outra empresa, o risco era pequeno, mas existia.

Outra vez foi uma empresa enorme do setor de bebidas, já avisei o cliente que era praticamente suicídio e esta semana, em um dos grupos que eu participo (Grupos de Discussão do Yahoo) foi citada uma empresa chamada iBill (de Porto Alegre), fui procurar o site e achei esta outra empresa: www.ibill.net – os caras não são meus clientes nem nada, nunca me procuraram e achei o “case” por acidente, mas que eles estão correndo um risco enorme, isso estão! Pode ser que eles nem saibam dessa outra empresa (apesar de que eu duvido disso), mas como estão aparecendo na mídia, daqui a pouco um acha o outro e… já viu… Dá merda!

Então, a regra geral é: EVITE usar marcas que já existem no exterior NO MESMO SEGMENTO.

Sim, porque se a marca é para algo completamente diferente, é muito provável que não exista conflito – como eu já falei algumas vezes, as marcas são divididas por classes, algumas até têm afinidades, como calçados e loja de calçados, mas farinha e calçados, por exemplo, não conflitam.

Para finalizar, fica a dica: EVITE A TENTAÇÃO DE SER UM PIRATA, MESMO QUE ACIDENTAL.

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10 de maio de 2013

Silvia Zampar

Dia das Mães – nossa homenagem antecipada

No próximo domingo, dia 12, é o Dia das Mães e para marcar a data e estender a nossa homenagem a todas as nossas leitoras que são mães, compartilho abaixo o filme da P&G do ano passado, feito pela agência Wieden+Kennedy de Portland, que une o tema do Dia das Mães com os Jogos Olímpicos de Londres, da qual a P&G é patrocinadora.

Quem não viu, vale a pena ver, quem viu, relembre:

10 de maio de 2013

Cínthia Demaria

Da tecnologia ao vintage: loja do Instagram envia para sua casa fotos em Polaroid

Não é novidade, mas é curiosa a ambivalência do comportamento que impulsiona a tecnologia do consumo a partir de gostos e hábitos antigos nossos. Os usuários da rede social de fotos que só cresce no Brasil e no mundo não vive só de publicidade, mas também da InstaStore, a loja virtual onde você pode imprimir suas fotos do Instagram, em diferentes produtos, de maneira simples e personalizada.

Baseada nos cliques que pautam o dia a dia, o usuário pode escolher imprimir aquelas que ganharam um maior buzz entre os amigos. A InstaStore materializa os registros instagramers. São disponíveis em pôsteres (de 50x75cm e 50x100cm) com 50, 54, 72, 98 e até 128 fotos;  ou em cards de 10×10 cm. As encomendas são feitas de forma simples pelo site e as entregas levam no máximo dez dias para chegar onde você quiser, com o frete grátis.

O curioso não é possibilidade de ter em mãos os cliques diários – coisa que as mais antigas lojas de revelação fazem hoje, mas o fato de que para sobressair, a tecnologia ainda se pauta em hábitos antigos dos consumidores, como ter em mãos uma foto Polaroid.

E o Instagram não é o único. O Facebook nada mais é do que um bar diário, onde são discutidos desde banda favorita e time de futebol à posição política. Trata-se de uma reprodução viciante de falar o antes só discutíamos nos fins de semana e um palco de expor opiniões sem limites. E o que a publicidade tem a ver com isso? Tudo! Criar campanhas mirabolantes que desconsideram os reais hábitos dos consumidores e pedir para que eles recriem a roda pode não ser uma boa estratégia.

Antes de inserir uma nova cultura, pense em utilizar-se da que existe hoje e que já é algo agradável para o consumidor. A sobrevivência da sua marca pode estar em um Polaroid ou melhor, no dia a dia de quem usa.

Pensem nisso!

09 de maio de 2013

Rudinei Modezejewski

APP é produto ou serviço?

Hoje em dia o mundo dos negócios se transforma com uma velocidade infinitamente maior do que a burocracia e as leis conseguem acompanhar. As relações de consumo on-line não são totalmente compreendidas pelas leis, os Direitos Autorais são alvo frequente de discussões e há um movimento muito forte para que sejam estabelecidos novos parâmetros, até a privacidade pessoal é um conceito “gelatinoso” nos tempos atuais.

Diante de um cenário tão confuso e mutante, algumas questões objetivas tornam-se muito mais complexas do que deveriam ser, é o caso dos APPs.

Afinal, quando uma startup desenvolve um APP ele é um produto ou um serviço?

Cada uma das opções significa uma classe diferente no INPI, ou seja, custos separados. Vocês lembram quando falei sobre publicidade, marketing e design na visão do INPI? Pois é, aqui temos algo similar.

O INPI (leia-se os 198 INPIs mundo à fora que usam o classificador internacional) incluiu o conceito de SaaS (Software as a Service) na mesma classe do desenvolvimento de software, é aceitável, mas imaginávamos que eles incluiriam na mesma classe do software (considerado produto), pois nessa classe consta software gravado e para download, com a determinação de incluir na classe de serviços é praticamente OBRIGATÓRIO solicitar o registro de qualquer APP em ambas as classes, pois, em sua maioria, há parte do serviço que roda em cloud computing e outra parte que é app, aplicativo instalado no computador, tablet ou smartphone.

Em alguns casos específicos o APP (ou a Startup) precisará registrar sua marca em classes complementares, mas isso é coisa para ser analisada caso à caso, só como exemplo, um APP de logística, dependendo do quanto interage no processo de logística, terá que registrar sua marca na Classe que inclui os serviços de logística, isso, obviamente, se ele de fato interagir com a logística e não apenas reportar o fluxo (relatórios e geo-localização).

Cada caso é um caso e precisa ser avaliado no todo, uma boa estratégia evita problemas futuros, dá segurança, dá garantias e os investidores querem cada vez mais, muito mais que um bom “pitch“, você precisa ter o menor risco possível com a maior possibilidade de crescimento escalonável, agora que você já sabe como é, startup-se!

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08 de maio de 2013

Silvia Zampar

Dia do Profissional de Marketing

Para comemorar essa data e fazer uma homenagem, primeiro quero que assistam um vídeo bem bacana falando da importância desse profissional, depois posto dois anúncios “garimpados” na internet.

Arte de Rodrigo Cristiano para Unileste

Arte da Algar Mídia